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20/05/2011

“Turismo de Negócio 2”: Vereador “legalizou” viagem com funcionária do Legislativo

O vereador que caiu na “boca do povo” depois de adquirir duas passagens para fazer turismo na Costa brasileira, na região nordeste, possivelmente em Natal ou um Cruzeiro como dizem alguns, de uma Câmara da cidade da região de Marília, fez quase tudo certo. O único senão, é que o fato correu de boca em boca, assim como um navio num cruzeiro, abraçando a Costa brasileira.

Apesar disso, não pode se dizer que o caso não tenha sido pensado em todos os seus detalhes. Imagina que uma funcionária concursada saberia de repente requisitar férias antecipadas, referentes ao vencimento a partir de 21 de julho de 2011, quando completaria 1 ano de casa e coincidentemente por cinco dias a partir de 16 de maio. Para “legalizar” e dar caráter oficial, o parlamentar se preocupou em requisitar duas diárias do Legislativo, sob alegação de que teria encontros de interesse do município, no escritório político do deputado Cândido Vacarezza (PT-SP).

Assim, o edil viajou ainda na noite de quinta-feira ou mesmo na sexta-feira e, outra vez por coincidência, a funcionária que solicitou férias a partir de segunda-feira (16), faltou ao trabalho na sexta-feira (13). Número de sorte para os “Amigos do Rei”. Enquanto era criticado na sessão de segunda-feira (16) da tribuna da Câmara por um colega parlamentar, o viajante já desfrutava das águas do mar na Costa brasileira.

Na volta para casa, o parlamentar vai trazer na bagagem, além da funcionária, comprovantes que vão confirmar sua estadia no gabinete do líder do governo Dilma Rousseff, na Câmara o deputado Vacarezza. A falta na sessão da Câmara será descontada, portanto, sem prejuízos aos cofres públicos. As diárias terão contas prestadas; a funcionária não faltou ao trabalho (estava em férias); a requisição da antecipação do período de cinco dias do gozo em férias, pode não ter amparo legal, porém, não há regra impeditiva; foi um ato da mesa diretora da Câmara, então, não há o que questionar.

Se em tese não há ilegalidade, talvez, resta apenas a imoralidade do ato. Mas que o assunto estremeceu a região, com réplicas da Costa ao “Velho Continente” não resta dúvida. Alguns dirão que a propagação foi como a de um tsunami, mas outros dirão, vai ser apenas uma morolinha.