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19/06/2011

“O articulador”: Ribeirão convence Gaspar a não desistir

Um dos mais habilidosos e influentes políticos que Tupã já teve, Antonio Alves de Souza, “Ribeirão” (PP) nos faz lembrar José Sarney de Araújo Costa (PMDB-AP) presidente do Senado e mais recentemente o presidente do PMDB-SP , Michel Temer, atual vice-presidente da República. Articuladores natos e que possuem algo em comum. O Poder.

Os três, guardadas as devidas proporções, passadas 5,3 ou 2 décadas respectivamente estão sempre ao lado do Poder, em nome do povo. Apesar do resultado pífio das urnas nas últimas eleições, Ribeirão continua articulando de forma que os demais partidos políticos e políticos acreditam na sua super performance.

O resultado desse prestígio é mais da vulnerabilidade individual dos comandantes de partidos que de resultados. Resultado mesmo, obtém ele. Pela atual circunstância política em Tupã, o ex-prefeito Manoel Gaspar (PSC) é candidato a candidato natural de oposição, porém reluta, como já anunciamos aqui e tem como álibi que a família não o quer mais candidato.

Pretendia até anunciar desnecessariamente de que não seria candidato. Ora, ele nunca anunciou que seria, logo, não haveria necessidade de comunicar o que não foi comunicado. Mas a partir da publicação aqui no Blog de que o empresário teria pretensão de fazê-lo, Ribeirão se antecipou e foi ao encontro de Gaspar para sensibilizá-lo a não oficializar a sua suposta renúncia de candidato a candidato à prefeitura de Tupã.

Ao ouvir Ribeirão, Gaspar só faz o jogo dele. Sem Gaspar no páreo e anunciando oficialmente que não disputará a prefeitura de Tupã, acaba o jogo. Ribeirão não teria outra alternativa, há não ser continuar onde sempre esteve. Ao lado do Poder.

Acontece que às vésperas de eleições municipais, ele não teria poder de barganhar, negociar com quem? Ora, só teria uma alternativa, ficar ao lado do lado que sempre esteve. Nesse caso, teria necessariamente que apoiar desde já, o candidato a candidato apoiado pelo prefeito Waldemir Gonçalves Lopes (PSDB). Assim sendo, não haveria o que articular.

Mantida essa situação que a política local demonstra, se o candidato da situação for César Donadelli (PV) até ele já poderia se considerar eleito, por falta de opção.

O vice também pode ser até Evandro Gussi (PV) outro que se julga detentor de “luz própria” e que difunde aos seus alunos a idéia de que a política tem que ser dominada pela elite.

Como se nota, a situação atual, Waldemir no Poder, podendo escolher o seu vice para candidato ou o sócio, ou até o sócio do sócio e de outro lado, Gaspar, mesmo sem nada dizer, mas subtendendo-se que é candidato a candidato natural de oposição, fica bom para Ribeirão.

Mantida essa posição, apesar de oediado por Waldemir, o secretário de governo, Adriano Rogério Rigoldi e a esposa dele e sercretária de Trusimo, Aracelis Góis Moralles, o prefeito vai ter que engoli-lo. Aliás, essa demonstração de amor e ódio ao articulador Ribeirão, foi expressada no final de semana.

Foi durante o tri-relançamento do Thermas de Tupã. Ribeirão foi à TV Câmara, comandada por ele e anunciou como sendo sua a conquista do empreendimento pela terceira vez. O Paço municipal ficou tão descontente com o parlamentar que tinha até a pretensão de impedi-lo de se pronunciar durante o evento.

Apesar dessa demonstração de descontentamento com o vereador, o Executivo sabe que não sobrevive sem ele. Um não gosta do outro e ao mesmo tempo se amam, em nome do Poder. Enquanto isso, Ribeirão venceu de novo como “O articulador”.

Assim, como Sarney, ex-presidente da República; Temer, vice-presidente da República; Ribeirão, ex-presidente da Câmara tupãense, continuará ocupando o segundo escalão da política, mas com ascensão ao Executivo. Ou seja, o que acontece aqui, não é diferente do que acontece seja no estado ou no Centro do Poder, em Brasília.

A política tupãense esta cheia de ícones da política nacional. Não é de se estranhar, afinal, tem até o “Palocci”, com o seu mesmo “poder” de faturamento repentino.