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05/06/2011

“Terreno Fértil”: usando nome de Vaccarezza, lobista teria exigido R$ 50 mil para renegociar dívida da CAMAP

A combalida CAMAP – Cooperativa Agrícola Mista da Alta Paulista, renegociou a divida com o RECOOP – Refinanciamento de Cooperativa do governo federal, um instrumento usado para recuperar o capital de giro e ou de investimento de empreendimentos cooperativos falidos país a fora.

O financiamento foi feito pelo então presidente da cooperativa, “Waldemir da Camap”, como era conhecido o atual prefeito Waldemir Gonçalves Lopes (PSDB). Como se esperava, o pagamento dessa dívida quase provocou uma guerra no meio rural da região de Tupã, numa tentativa desesperada de receber dívidas de cooperados.

A determinação da direção da cooperativa, na tentativa de resgatar o pseudo potencial e arcar com despesas de fornecedores, era parcial. “Capangas” teriam invadido propriedades rurais, sem mandato de busca e apreensão e praticamente confiscavam amendoim e maquinários de produtores devedores.

Enquanto isso, o vice, Romildo Contelli, atual presidente, fez da cooperativa de produtores, subsidiada com recurso público, uma extensão do seu patrimônio particular. Não demorou para a Camap bater às portas das instituições financeiras governamentais. Agora para refinanciar o financiamento. Mas, a situação é outra. Se antes “Waldemir da Camap” contava com apoio de “Xico” Graziano e do deputado Edson Aparecido, ambos do PSDB, agora, Tupã tem um “embaixador” ligado direto com o líder do governo Dilma Rousseff (PT).

Cândido Vaccarezza (PT) é a “bola” da vez, até nomeou dois nomes para representá-lo na região da Nova Alta Paulista: o ex-secretário de Administração e Finanças, Walter Bonaldo (PMDB) e Tiago Sousa, sobrinho do vereador Antônio Alves de Sousa, “Ribeirão” (PP).

Ao que consta teria dado certo o refinanciamento da Camap junto ao Banco do Brasil, porém, houve um custo. Quem pagou ainda não se sabe. Como foi o refinanciamento? Renegociação de dívida ou com crédito? O lobista cobrou quanto e de quem para intermediar o dinheiro público ou refinanciamento de dívida pública?

Um diretor da Cooperativa Agrícola e Mista da Alta Paulista, ouviu o próprio lobista exigindo o restante do montante que ele teria cobrado para ser o intermediário: R$ 38 mil. Ao que consta, no ato da assinatura da renegociação da divida ou do crédito, o lobista já teria embolsado R$ 12 mil. Tupã se tornou mesmo um “terreno fértil” para se viabilizar investimentos público/privado para alguns.

Em meio ao recurso público, há também o privado, em forma de propina. Você ganha, mas paga. Você faz, eu faço. É uma corrente pra frente na conjugação verbal: você quer, eu peço, ele faz e fica bom para todo “mundo”.