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21/06/2011

Câmara de Tupã é chantagista e promíscua

A Câmara de Tupã ratifica o que insinuou o prefeito Waldemir Gonçalves Lopes (PSDB) sobre o balcão de trocas. O troca-troca é mantido na base da chantagem. E, só é vítima dessa artimanha política quem tem “rabo preso” e não pode falar abertamente o que gostaria de falar.

Não é para menos, depois de três contas rejeitadas (2005, 2006, 2007) e como anunciamos com antecedência de que a 2008 seria aprovada, nada mais “justo” para o político injusto barganhar e validar irregularidade.

Assim caminha a política tupãense, com a imoralidade atingindo os dois poderes – Executivo e o Legislativo. Denuncias de supostas quebra de decoro é o de menos.

Enquanto em Paraguaçu Paulista, na região de Assis, o vereador Edivaldo Vieira da Rocha (PT) foi afastado de suas atribuições simplesmente por abusar de suas prerrogativas como vereador ao invadir postos de saúde e abrir gavetas de documentos com o pretexto de investigar, em Tupã há um pacto de possível imoralidade, improbidade administrativa e peculato.

A chantagem é o caminho. A promiscuidade legislativa é evidente. A falta de decoro parlamentar é latente, a improbidade administrativa é uma delas que só está sendo investigada após insistentes denuncias pela imprensa de que o motorista concursado da Câmara, Valdir de Oliveira Mendes, “Bagaço” (PDT) atuava como funcionário fantasma lotado no gabinete do prefeito Waldemir Gonçalves Lopes.

O próprio prefeito disse que em troca do apoio do parlamentar lhe “deu” um programa social chamado sugestivamente de “desperdício zero”.

O vereador recebeu um projeto que nunca foi adiante para coletar com veículo do município, sobras de verduras e legumes para fazer sopão. Ou seja, além de não trabalhar e receber, inclusive horas extras aos sábados, domingos, feriados e, em férias, o parlamentar assinava o próprio ponto, através de sua assessoria e ainda fortalecia a sua base eleitoral conquistada através de sopão fornecido aos necessitados.

O Legislativo tupãense é omisso e submisso na questão recentemente denunciada aqui, sobre o vereador Augusto Fresneda Torres, “Ninha” (PSDB). Ele estaria usando a estrutura da Câmara, veículo, dinheiro e transportaria garagistas para a capital para comprar veículos usados e semi-novos para revendê-los em garagens da cidade.

As notas para justificar as diárias podem ser frias, do mesmo hotel de outras prestações de conta. O que esperar de uma Câmara que formou um famigerado G-4 (grupo de quatro vereadores) para aumentar o poder de negociatas com o Executivo.

Elegeu até o presidente, Luiz Carlos Sanches (PTB) que tem sido submisso ao ex-presidente Antonio Alves de Sousa, “Ribeirão” (PP). Não foi à toa que o ex-presidente da Casa se empenhou, ameaçou o Executivo com uma suposta eleição de Valdemar Manzano Moreno (PPS) que é opositor de verdade, apenas para fingir que poderia migrar para a oposição.

Pior fizeram outros integrantes do G-4. Orientados por Ribeirão, Ninha e Danilo Aguillar Filho (PSB) deram pareceres contrários às contas rejeitas do prefeito, apenas para fazer de conta que poderiam reprová-las, como antecipamos aqui. Em cima da hora, aprovaram.

Faz parte da pressão psicológica ao refém Waldemir Gonçalves Lopes que já havia cedido a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente ao parlamentar Danilo que contemplou o “pai”, Benedito Rodrigues, “Dito da Apae”.

Ribeirão anda em situação claudicante pelas suas próprias atitudes “políticas” impensadas. Em qualquer parlamento sério, seria no mínimo advertido por falta de decoro parlamentar pela suas declarações.

Enquanto isso, a vereadora tucana, Telma Tulin quer providências contra a verdade dos fatos. Ora nobre vereadora, convenhamos, use seu tirocínio para justificar o cargo de legisladora, que deveria se preocupar em fiscalizar o Executivo e seus “nobres” pares.

Fiscalizar o Poder público que tem se beneficiado da metragem até da cerca de arame farpado. E o vereador Danilo tem solicitado diárias da Câmara para servir o município também em São Paulo? Que bom, espero que sim, afinal nunca o vi dizer que buscou uma verba.

Assim o fazem Ribeirão e agora Ninha. Valdir Bagaço aprendeu ainda como motorista dos vereadores e, depois de eleito, assimilou com maestria e como bom discípulo.

A Câmara finge de faz de conta, porque não haveria número suficiente de vereador que não esteja comprometido com a possível imoralidade. Manzano esbravejou: “vou mostrar toda podridão que existe dentro desta Câmara”.

Mas Manzano é “andorinha” que tenta fazer verão com a luz da moralidade e probidade, mas, quanto mais tenta, se sente num frio de um rigoroso e tenebroso inverno iniciado nesta terça-feira (21), às 14h16.

Na sessão da última segunda-feira, tudo parecia como se nada tivesse acontecido. Ninha, o orador bíblico, continuou invocando proteção divina. Ninha e outros do “ninho” podem ser pecadores promíscuos da Lei da terra e dos Céus. A Câmara de Tupã pode estar praticando os 7 pecados capitais.