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03/07/2011

Câmara de Tupã discute “Buxixo”. Verdade não! Vereador cobra parte de salário de assessor parlamentar

Os vereadores de Tupã gostam de discutir de faz de conta. A coluna Buxixo do Jornal Diário não pode publicar uma nota, que lá vão os vereadores para a tribuna discutir em vão.

Um para dizer que há insinuação maldosa e que deveria ser apontado quem é o malfeitor e outro para defender o Buxixo, dependendo do ponto de vista de cada um. Antonio Alves de Souza, “Ribeirão” (PP) diz, “tanto é boato que a palavra buxixo não condiz com o português que falamos e escrevemos”. É verdade, mas sempre há um fundo de verdade.

E, na verdade, há muita verdade na coluna. São boatos que se espalham de dentro do centro do poder, seja ele Legislativo ou Executivo e o colunista que não o assina, tem sua responsabilidade de editor e os publica ironizando.

Foi assim no “mensalinho” há uns 11 anos. Danilo Aguilar Filho (PSB) ficou furioso e queria que o Jornal apontasse quem da Câmara recebia dinheiro. Quando soube, se calou. Era um dos quatro integrantes do hoje G-4. Antonio Alves de Souza, “Ribeirão”.

A denúncia foi feita na própria tribuna da Câmara por um ex-presidente do Tupã Futebol Clube. O outro beneficiado seria o ex-vereador Gilberto de Oliveira, “Gil”. Uma empresa Coreana ligada ao futebol arcava com dinheiro para usar um bem público. O Estádio Municipal “Alonso Carvalho Braga”. Danilo se calou.

Assim como ele, todos os demais diante das denúncias de uso indevido do veículo do Legislativo para “viagem de negócio” particular, beneficiando garagistas da cidade. Augusto Fresneda Torres “Ninha” (PSDB) é o autor da façanha.

A Câmara cala-se diante da denúncia de desvio de finalidade dos notebooks que já causaram escândalo com repercussão nacional. Um deles ficaria a serviço de uma financeira. A quem pertence? Cala-se, diante dos possíveis benefícios que uma funcionária da Câmara “II” estaria tendo, bem como, diante da falta de decoro parlamentar de um dos vereadores.

A Câmara cala-se diante do parlamentar que cobraria parte do salário de seus assessores. Quem é ele? Normalmente seus assessores são ligados à igreja que freqüenta. Assim como nada disse quando a Polícia Federal encontrou bens públicos num bingo na avenida Tamoios. Bingo lacrado. Calou-se, aprovando contas irregulares da Liga Tupãense de Futebol.

Calou-se, quando o então vereador Lázaro Rodrigues dos Santos Filho, usava uma Cooperativa de Brindes (Coopersemat) onde empregava a própria mulher e um sobrinho. A prefeitura subsidiava o pagamento de aluguel de um barracão com apoio do Prodet-Programa de Desenvolvimento de Tupã.

O barracão foi abandonado e o aluguel continuou sendo pago e a cooperativa foi parar em Arco-Íris. Depois da denúncia feita pela imprensa, compressor, móveis e outros bens públicos foram trazidos durante a madrugada e a cooperativa fechada.

Até hoje as cooperadas arcam com prejuízos materiais e danos morais. Os nomes constam da Divida Ativa da prefeitura e estão impossibilitadas de participarem do Programa “Minha Casa, Minha Vida”.

Lázaro, então secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Waldemir Gonçalves Lopes (PSDB) ludibriou as cooperadas exigindo que cada uma abrisse firma na prefeitura para garantir o emprego como autônoma.

Até pouco tempo Lázaro Rodrigues ainda era outro funcionário fantasma lotado no gabinete do prefeito e só foi afastado depois da denúncia envolvendo o motorista Valdir Bagaço.

A Câmara ficou muda quando o próprio vereador Lázaro Rodrigues dos Santos Filho usou maquinários da prefeitura e os levou para fora do município para cultivar sua plantação de mandioca. Emudeceu quando o então secretário Lázaro Rodrigues emprestou maquinários da prefeitura para serviços particulares fora do município, em propriedade particular do empresário Ramez Jardim, divisa com o município de Herculândia.

Calou-se quando 9 mil litros de água saíram do almoxarifado da prefeitura para abastecer a piscina do delegado seccional, Luiz Antonio Hauy. Funcionários do almoxarifado fotografaram e o caso foi denunciado ao Ministério Público.

Já o promotor José Luiz Lopez Valverde entendeu que o beneficiado havia pagado pelo serviço, mesmo documentos comprovando que na piscina havia sido depositada terra. Terra transportada na calada da noite, num carro “pipa”? Nadaram no lamaçal da improbidade administrativa. O pagamento só foi feito após a denúncia que já alertava para a “esperteza”. Serviço autorizado pelo gabinete do prefeito através do secretário de Governo, Adriano Rogério Rigoldi, segundo Joaquim Katayama, responsável pelo Almoxarifado à época.

Só não procedeu da mesa forma diante do caso do motorista fantasma, Valdir de Oliveira Mendes, “Valdir Bagaço” (PDT) porque o Ministério Público exigiu apuração. Senão a Câmara se manteria calada diante da improbidade administrativa do prefeito Waldemir Gonçalves Lopes, que mentiu ao afirmar que o vereador o servia no gabinete aos sábados, domingos, feriados e até em férias.

Então, como nota-se, uma Câmara com vereadores comprometidos com o poder de barganha e sem nenhum compromisso com o povo. Isso não significa democracia. Significa abuso de poder. Não há fiscalização dos atos do Executivo, nem dos próprios atos dos vereadores. Há apenas defesa dos interesses pessoais, camuflados de interesses público.

É verdade que não são todos os parlamentares envolvidos diretamente em situações escusas, mas todos estão sendo omissos e promíscuos e “pagam” pela venda nos olhos e fingem não ver o que a cidade inteira enxerga e, assim comenta o “buxixo”. Valdemar Manzano Moreno (PPS) grita “a podridão que é essa Câmara”.

Podridão significa degradação, deterioração, desmoralização e devassidão. Que os Deuses de Deva não nos ouçam. Mas devasso também é ser carnal e erótico. Se há alguma coincidência concupiscente deve ter sido mero fruto do conhecimento do edil Manzano autor da palavra podridão.

Permito um à parte ao atual presidente Luis Carlos Sanches (PTB) eleito com apoio do G-4 e refém do próprio grupo libertino. Está tudo liberado. O passado e o presente da Câmara de Tupã “guiados” há quase 20 anos pelo influente Ribeirão tem levado à beira do precipício, o Legislativo tupãense. Mesmo quem não é culpado, agora tem culpa. Acesse busca: http://www.irregular.com.br/cronicas/em-tupa-sp-tem-notebook-de-ouro-252