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06/07/2011

Jota Neves vai morrer!?

Jota Neves vai “morrer”, de novo!? Mas de novo por quê? Nunca morri! Já me “mataram” várias vezes, entretanto, continuo vivo! Não deve ser fácil matar alguém, apesar de não ser difícil de morrer. Mas não faltam más intenções como estas.

O que acontece é que, possíveis políticos descontentes com as notícias sobre os fatos publicados neste Blog tentam por todos os meios encontrar uma forma “diferente” daquela que cada um que se sente prejudicado deveria segui-la. As barras da Justiça. Ao invés disso, tramam.

Em nenhum momento a partir da criação deste espaço houve a intenção de agradar a quem quer que seja. Muito menos desagradar a ninguém. Desde que os fatos não permitissem qualquer análise mais apurada e, às vezes, até contundente por parte do colunista.

A trama na obscuridade dos fatos nos faz lembrar os porões da ditadura. Como não nos intimidamos – pensam eles – “o que faremos?”. O que fazer? Simples. Nada. Mas não sou ingênuo e sei que tramam. Tramam como ratos que infestam os esgotos e saem na calada da noite para roer.

Assim como os fatos me chegam sobre as notícias que publico, sei de conversas paralelas em encontros fechados, nos corredores do “sub-mundo” da imoralidade política. E isso acontece de forma local e regional. Aliás, uma das últimas ameaças das mais mesquinhas me fez rebuscar na reminiscência um fato. Fato este, registrado na Polícia.

Depois de um desentendimento causado pelo secretário de Governo, Adriano Rogério Rigoldi, na porta da prefeitura municipal sobre algo que havia comentado num programa de Rádio, fui obrigado a procurar o Plantão Policial para registrar boletim de ocorrência (BO).

Na delegacia estava a autoridade policial. Enquanto eu aguardava sentado na repartição, a delegada conversava com alguém a quem chamava de Adriano. Ao que percebi a autoridade e o interlocutor tratavam sobre um “Projeto”.

Como me parecia algo em comum, deduzi que se tratava de algum projeto político. Depois de uns 20 minutos perguntei a um policial se demoraria mais para ser atendido. O policial foi até a sala da delegada e a comunicou possivelmente informando quem lhe aguardava. Em seguida uma policial veio até a porta e a fechou. A delegada seguiu na conversa por telefone por mais algum tempo para depois me atender.

Quando me perguntou sobre contra quem queria registrar a ocorrência, a autoridade não hesitou, porém, assim que o boletim foi registrado correu ao telefone para informar ao secretário de Governo, e este, também procurou a polícia. Então pensei: como desvincular o papel de autoridade com a “pessoal”.

Afinal, a autoridade estava revestida de cargos de poderes. Como confiar em alguém que repentinamente se reveste de autoridade e age de forma no mínimo anti-ética com uma vítima de ameaça? Ou seja, literalmente “entregou” a vítima ao seu algoz. É acreditar de mais que o Poder tem o poder de fazer o que faz. Ledo engano. Por tudo isso e, muito mais, me intriga a omissão e a submissão dos próprios Poderes constituídos.

Não seriam estes os Poderes que deveriam fiscalizar e não o fazem? Preferem procurar de onde “vazou” o fato. Ora, ninguém age sozinho num bando e nem todos que eventualmente estão juntos, pertencem ou agem com o grupo. Mas, me diga com quem andas e te direi quem és. Não é esse o ditado!?

Sempre há alguém que ouve, vê, finge que não escuta e que nada viu, porém, comenta com alguém. É assim que os fatos ganham as ruas. É assim que a imprensa fica sabendo. Assim também age a Polícia. Ambos dependem de informantes ou informações e apuração dos fatos. Dependem de tirocínio, seja policial ou jornalístico. E, como tal, aprendi a “pensar” com a cabeça do político e do delinquente como profissional da área.

AS AMEAÇAS

Frases do tipo: “vai anoitecer e não vai amanhecer”; “vai sair corrido”; “vai perder o emprego”, entre outras, as ouço há mais de duas décadas. Por dever de ofício já atuei por longos anos exclusivamente como repórter policial, e enfrentei crime organizado. Trombadinhas são do dia-a-dia. “Você vai morrer…”. Essa certeza tenho. Morrerei não quando querem ou desejam. Pode ser agora, talvez.

Das tramas e emboscadas escapei. Só existe como razão e motivo: continuar firme neste propósito que Deus me confiou. A propósito, parafraseando o pastor protestante americano Martin Luther King, “o que me incomoda não é o barulho dos maus. É o silêncio dos bons”. Mas pensando bem, “os maus, também se calam”.

Enquanto os cães silenciam ou ladram, as caravanas passam. Os supostos “cães” em silêncio passam pela vida “pública” e eu fico na missão pública de informar. Afinal, tudo passa. Somos apenas a estática, aguardando a dinâmica do tempo passar. E passa o tempo. O tempo passa e a gente fica. Vivo ou “morto”, se “fingindo” de morto. Ou “vivo” agindo como “esperto”, como muitos pensam que são.

Portanto, continuarei fazendo o que faço da forma que sempre fiz, com a responsabilidade dos fatos, e respondendo pelos meus atos. Custe o que me custar.