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14/08/2011

Bandidos dão “salve” com tiroteio durante sepultamento e assusta a Polícia de Tupã

Três tiros disparados na tarde, começo da noite de quarta-feira (10) assustou populares que participaram de um enterro e a própria Polícia que armou forte esquema de segurança para o sepultamento do policial civil, Armando Laurindo dos Santos, 43 anos.

Para garantir a segurança de familiares do policial e da própria Polícia, o sepultamento antes marcado para, às 17 horas, foi transferido para às 18h30, mas aconteceu ainda mais tarde. A decisão foi tomada depois deste “salve” de outros possíveis integrantes da organização.

Às 16 horas, eram enterrados os dois acusados de tentativa de roubo contra a casa do empresário, dono da Construtora Millenium e mais conhecido como “Nei da Incoferaço”.

Daniel Alves Junior, “Juninho Japonês”, 21 anos e Renato Pereira da Luz, 22 anos, segundo a Polícia tentaram roubar a família do empresário e foram mortos em suposta troca de tiros.

O tiroteio que amedrontou populares e fez a Polícia empreender nova perseguição, aconteceu entre o enterro dos acusados e o do policial. Quem se salva se nem durante enterro a sossego. Salve se quem puder.

Foi durante um terceiro enterro que aconteceu exatamente após os sepultamentos dos delinqüentes. Possivelmente acreditando que se tratava do sepultamento do policial ou, fazendo alusão à homenagem que seria prestada ao carcereiro (salva de tiros) bandidos desconhecidos deram um “salve”, em homenagem aos mortos (acusados) do massacre de terça-feira (9).

Para a Polícia não resta dúvidas, os responsáveis pelo “salve” com tiroteio são possíveis integrantes da quadrilha que aterrorizou Tupã e região, com a pratica de roubo até em Marília, contra a casa de um advogado.

Até hoje (14) a Polícia Civil de Tupã não se manifestou sobre as matérias publicadas no Blog, colocando em xeque o trabalho da Polícia e deixando sob suspeita que o policial pode ter recebido “fogo amigo” e que sequer teria havido tempo suficiente para tiroteio com os marginais.

O comando da Polícia Militar também não deu qualquer explicação sobre a participação de militares nas ocorrências de perseguição, chutes e socorro aos dois apontados de autoria de diversos roubos em Tupã e região.

Os dois assaltantes mortos durante tiroteio com policiais civis de Tupã que culminou na morte do investigador Armando Laurindo dos Santos, 46, há três dias, foram reconhecidos como autores do roubo à casa do advogado e ex-vereador Avamor Berlanga, ocorrido em Marília em julho.

De acordo com o delegado da DIG de Marília, Aéliton Roberto de Souza, Daniel da Silva Júnior, 21, o Juninho Japonês, e Renato Pereira da Luz, 21, portavam ainda uma das armas roubadas de Berlanga, um revólver calibre 38.

“O revólver possuía registro e auxiliou na elucidação do caso. Alguns objetos que foram roubados na ocasião também foram recuperados pela Polícia Civil de Tupã. Os dois foram reconhecidos através do nosso álbum de fotografias”, afirmou Souza.

O delegado ainda afirmou que um terceiro assaltante teria participado da troca de tiros em Tupã também foi identificado como sendo outro autor do assalto à casa do advogado, no entanto está foragido.

“Devido a gravidade do caso ocorrido em Tupã, creio que teremos dificuldades para encontrá-lo. Mesmo assim, ele será indiciado por roubo e pode pegar até dez anos de prisão em regime fechado”, afirmou Souza. A casa de Berlanga foi invadida por volta das 20h30 de 12 de julho. O advogado, esposa e filha estavam em casa quando foram surpreendidos por três ladrões, todos armados e encapuzados.

As vítimas foram amarradas com gravatas e trancadas em cômodos separados. O imóvel foi revirado. Os criminosos fugiram levando dinheiro, eletrônicos, celulares, roupas, bebidas e três armas de fogo, entre elas uma pistola e um revólver calibre 38.

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