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29/08/2011

Crime da Tapajós: Ministério Público precisa solicitar reconstituição

A Polícia explica, quando faz uma reconstituição que o objetivo é dirimir dúvida à cerca dos fatos. Em casos de grande repercussão, tem até o acompanhamento do Ministério Público.

No caso do crime da Rua Tapajós não é diferente. A repercussão foi grande e as falhas da Polícia foram inúmeras. A começar pela suposta informação que a Polícia teria obtido através do Setor de Inteligência, como explicou o delegado Seccional, Luiz Antonio Hauy.

Como se deu a campana montada para surpreender os dois criminosos; a chegada deles e o tiroteio que culminou com a morte do policial civil, Armando Laurindo dos Santos, 43 anos. Quem baleou o policial; qual o calibre da arma?

Em que circunstância o fato se deu; era possível apenas prender os acusados de vários roubos; os marginais foram baleados durante troca de tiros ou perseguidos e executados; onde houve a participação da Polícia Militar; o empresário Claudionei da Incoferaço seria roubado ou assassinado?

Quem chegava dirigindo a camionete do empresário na hora dos fatos; se ia acontecer um roubo, existia dinheiro no veículo para eventualmente configurar a tentativa de assalto? Se existia, onde estava o dinheiro e qual quantia?

Todas essas dúvidas precisam ser esclarecidas. É muito cômodo para a Polícia lamentar a morte de um companheiro e dizer “que ao menos dois marginais morreram na troca de tiros”. Não é admissível e, portanto, surreal querer acreditar que tudo tenha dado errado por uma mera fatalidade do destino.

Afinal, cinco ou sete policiais, mais o “Setor de Inteligência”, armam uma emboscada para surpreender os bandidos e o tiro sai pela culatra. A Polícia foi surpreendida? Houve algum fator externo à operação que culminou com a tragédia?

A preocupação se faz necessária, uma vez que, a Polícia teria sido avisada dois dias antes da permanência dos suspeitos pela cidade (7). Teriam até procurado por um comerciante que ora antes teria advertido um dos sujeitos que usava capacete e entrou num estabelecimento.

Mas, para a Polícia de Tupã, imaginava-se que Daniel Alves Junior, “Juninho Japonês”, 21 anos e Renato Pereira da Luz, 22 anos, estivessem foragidos para a região Noroeste. Aliás, um deles estava procurado da Justiça, com prisão temporária decretada, por causa de uma tentativa de homicídio.

A preocupação é justa por parte de qualquer cidadão, diante da onda crescente de violência e, é preciso saber se a Polícia Civil está preparada para uma reação imediata e de surpresa no combate à criminalidade ou diante de uma ocorrência de vulto.

Portanto, o delegado Seccional, Luiz Antonio Hauy, representando a Polícia Civil de Tupã e, em âmbito regional, deve no mínimo uma explicação convicente sobre a ocorrência que culminou com a morte de um policial. Assim vimos constantemente pela TV em ocorrência de vulto o comando esclarecendo dúvidas da imprensa e da população.

Diante de toda essa celeuma, o Ministério Público não pode se omitir e tem o dever de acompanhar par e passo esse caso, desde o seu início; os laudos técnicos e do IML e até solicitar uma reconstituição para não deixar parar dúvidas sobre o crime da Rua Tapajós.