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13/11/2011

Justiça cancela concursos sob suspeitas de fraudes em Tupã

A decisão do juiz Emilio Gimenez Filho deve ser publicada nesta quarta-feira (16)

A prova que faltava e o Caso Eliza Samúdio

A decisão da Justiça de cancelar os concursos sob suspeitas realizados pela Prefeitura de Tupã, através Equipe Assessoria e Consultoria garante o direito de corrigir uma fraude que lesou mais de 1.200 pessoas.

O prefeito Waldemir Gonçalves Lopes e seus secretários, Adriano Rogério Rigoldi (Governo) e Willian Manfré (Administração) perderam a oportunidade de cancelar sem provocar maior constrangimento à combalida imagem da administração.

Também demonstra que tudo o que foi publicado aqui, e ratifica a denúncia feita pelo Blog junto ao Ministério Público que também entrou com ação contra o resultado do famigerado processo. Demonstra ainda aos vereadores, com exceção de Valdemar Manzano Moreno (PDT) que é possível encontrar provas sim. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) tem poder de Polícia, de diligenciar e obter testemunhos e pedir a prisão de malfeitores.

Esse concurso realizado dia 2 de outubro é apenas a ponta de um esquema que petrificou-se dentro da atual administração e coincidentemente envolve as mesmas pessoas. Em busca de resultados, explicações, gabaritos e provas das provas, dezenas de candidatos de outros concursos iam às portas das repartições correspondentes e, quando exaltadas, eram ameaçadas. “Eu vou chamar a Polícia”, como se o bandido fosse o cidadão enganado.

A Justiça em Tupã, através do MP e uma força tarefa podem passar a limpo todos os concursos perpetrados pela Prefeitura de Tupã. O caso começa ser comparado ao de Eliza Samúdio. Mulher que teve um filho com o goleiro Bruno e de repente desapareceu. A jogada da equipe administrativa da Prefeitura era escalar o time do PSDB nos principais cargos públicos.

Existe tanta semelhança entre os dois casos que nota-se o envolvimento de parentes, primos, mulher, filhos, cunhado, amigos e seguranças, como que numa reunião familiar para saborear um macarrão na farta mesa que deveria ser pública, mas a boquinha é para poucos. Os amigos do Rei. Até o cachorro se farta da miséria alheia. Como leão devora a carne ao meio ao lixo nos fundos das chácaras.

Depois das fraudes em provas corrigidas em gabinetes para candidatos escolhidos pelo secretário Adriano Rigoldi, em setores da saúde, médicos inclusive, administração e outros órgãos, o corpo da prova era picotado e incinerado numa propriedade rural de uma funcionária possivelmente beneficiada.

O caso é tão similar ao da Eliza Samúdio que o pivô de todo escândalo vir à tona com maior intensidade, envolve uma criança. Toma que o filho é teu! É verdade, mas todos nós devemos cuidar? A criança é inocente. Os adultos são malvados, inescrupulosos e não são moderados em seus atos de tirar proveito dos cofres públicos.

E agora Manfré? “Em nome do pai e do filho”. Que o espírito de S.G. seja confortado e a ajude a declarar o que sabe. É a forma de passar a limpo a prova dos nove. Caso contrário, a geladeira continuará a guardar o corpo inerte da corrupção, ganância, da mentira, como ingredientes do Poder e do Prazer.