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24/11/2011

Quarteto se reúne para discutir a fraude da tenda

O Quarteto “Fantástico” se reuniu assim que foi postada essa manchete no Blog. O encontro aconteceu ao lado de uma Pizzaria para discutir a crise provocada pela fraude das tendas, conforme constatou o Ministério Público de São Paulo e do Paraná.

A preocupação mesmo, não é nem com o flagrante de fraude, mas sim com as supostas notas frias que “cobrem” a saúde. É como se estivesse alugando tenda sobre tenda. Precisa justificar um gasto? Nota da tenda. Precisa justificar a consulta da menina? Manda para a clínica!

O encontro reuniu o quarteto composto pelo casal Adriano Rogério Rigoldi e Aracelis Gois Morales e o casal “tenda”, parente do primeiro. “A Grande Família” bem podia pedir uma pizza e saboreá-la antes de sofrer uma indigestão por conta das denúncias que começam fechar o cerco e o circo.

O encontro de casais se estendeu, mas ao final só restaram dúvidas. E agora? O Ministério Público “fungando no cangote”. O que fazer? Sair em desabalada carreira, seria demonstrar fraqueza diante de uma situação, aparentemente “tudo dominada”. Será? Eis a questão!

Além das tendas tem muito mais. Tem estrutura metálica, contrato de carnaval, com data que não bate. Um samba do criolo doido. O parque de diversão e o casamento perfeito. Quantos convidados. Parecia o casamento da fiona com o Shrek.

Depois de tanta lambança e ganância; corrupção ativa, passiva, fraude, concussão, peculato, improbidade; nenhuma conta aprovada pelo Tribunal de Contas e nem as contas eleitorais, por causa de 56 depósitos sem origem, fatos que podem determinar a cassação dos cargos eletivos de Waldemir e do vice César Donadelli, além de perderem os direitos políticos; tem também os banheiros químicos. Que cagada.

Ninguém sabe de onde vem o fedor. A administração pública foi parar na lata do lixo e das fezes. Com a compostagem não tem como separar o reciclável do orgânico. Tá tudo misturado. Como separar o joio do trigo? só prendendo o ladrão para descobrir quem é o mocinho ou a Polícia. Ou prende os dois.

ENTENDA O CASO

O Ministério Público de Tupã (SP) e do Estado do Paraná flagraram uma situação que pode ser tipificada como fraude praticada pela prefeitura de Tupã. Foi através de licitação “pública” que beneficia uma empresária tupãense que também já foi contemplada em concurso “público” fraudulento, comandado por Adriano Rogério Rigoldi.

Tanto nessa licitação que beneficiou a empresa de Glaucia Mara Ferrara Balbino como na contratação da Empresa Equipe Consultoria e Assessoria, responsável pelos concursos, a área de atuação administrativa deve envolver dois nomes conhecidos: Adriano Rogério Rigoldi (Governo) e a mulher dele, Aracelis Gois Morales (Turismo).

Também é do Estado do Paraná, a empresa responsável pelo marketing da prefeitura, porém, não o faz; mas, é possível que a empresa do “marketing” do prefeito Waldemir Gonçalves Lopes, tenha sugerido a pedido de Adriano, a eventual indicação de nomes de empresas para usá-los como participantes de uma licitação que nunca existiu.

Através de carta convite, duas empresas do Paraná, teriam concorrido com a empresa da funcionária pública Glaucia Balbino. Na verdade, isso nunca aconteceu. Um dos empresários do Paraná, ouvido pelo MP desmentiu veementemente qualquer participação na suposta concorrência pública e foi além: sequer trabalha no ramo de toldos.

Outro empreendedor pertencente a empresa “Frut Pro” nunca participou de licitação para locar toldos ou tendas. As tendas são aquelas barracas de circo que a prefeitura aluga sempre para eventos do tipo: “Feira do Verde” e tantos outros que necessitam desse tipo de estrutura.

Neste caso, o contrato firmado entre a prefeitura e a funcionária municipal venceu originalmente no final de 2010 e foi prorrogado por mais um ano, até o final de 2011.

No processo são réus também, o prefeito Waldemir Gonçalves Lopes e os funcionários públicos “vítimas” da imposição do secretário de Governo, Adriano Rogério Rigoldi. O contrato anual com a empresa é superior a R$ 110 mil.