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04/06/2012

CPI pode investigar pagamentos indevidos no “Espaço das Artes” em Tupã-SP

Líder do prefeito Lucas Machado tentou mudar foco sobre irregularidades

O presidente da Câmara Luis Carlos Sanches (PTB) propôs a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as eventuais irregularidades denunciadas pelo blog e constatadas pelas imagens da TV Câmara.

Os vereadores Valdemar Manzano Moreno (PDT) e Antonio Alves de Sousa, “Ribeirão” (PP) defenderam o presidente da Casa que foi mantido em carcere no local da obra, na quinta-feira (31). Ribeirão foi além: “estanho nesses documentos não existir assinatura da secretária de Obras e planejamento, Jeane Rosin. Parabéns secretária, a senhora já me confidenciou que não assina o que não vê”, lembrou o edil.

A Comissão Parlamentar de Inquérito para ser instaurada necessitaria da assinatura de 30% dos vereadores, ou seja, a assinatura de apenas 3 dos 10 vereadores. A obra do Espaço das Artes tinha previsão orçamentária de R$ quase 1,1 milhão e de acordo com a própria prefeitura hoje já atinge mais de R$ 2,3 milhões.

FORA DE FOCO

O líder do prefeito, Lucas Machado (PSDB) foi à tribuna da Câmara de Tupã-SP para tentar defender os aditamentos de contrato para a finalização das obras do Espaço das Artes. Acontece que o foco da discussão não é esse. Aditamento é uma coisa e pagar indevidamente por serviços não feitos é outra.

A participação de pessoas ligadas à cultura na cidade na discussão das eventuais necessidades para garantir a funcionalidade e operacionalidade da obra, não tem qualquer relação com a decisão unilateral do prefeito Waldemir Gonçalves Lopes, através da secretária Aracelis Gois Morales, em adiantar pagamento à empreiteira Bardelin.

Ninguém da administração convocou o pessoal da cultura e ou qualquer vereador para determinar pagamento de pintura inexistente, pagamento de porta de mais de R$ 8 mil que não foi afixada nos vãos abertos, bem como janelas e piso de palco ainda em pleno chão batido.

É um descalabro e afronta ao que a própria administração escreveu e colocou no papel, confirmando pagamento indevido, com assinatura de profissional possivelmente no exercício ilegal da profissão e na falsidade documental assinada pelo engenheiro José Roberto Rasi.

Ora, uma irregularidade atrás da outra e nenhuma rebatida pela administração que é contumaz na pratica dolosa dessa atitude. O engenheiro José Luis Marquezim já havia sido perseguido e demitido pelo próprio prefeito Waldemir no incio de seu primeiro mandato, por recursar-se a assinar documento para pagar a empreiteira Ramez Jardim, sem que tivesse feito os serviços que exigiam que constasse em planilha.

Os secretários integrantes do Núcleo Íntimo da Administração (NIA) Adriano Rogério Rigoldi e Aracelis Gois Morales, também foram à imprensa, falaram, mas em nenhum momento desmentiram as denúncias feitas pelo blog. Ao contrário: Rigoldi foi infeliz ao dizer que os documentos foram furtados e que seriam “forjados”.