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15/11/2013

Proclamação da República: e você quando irá fazê-la?

Proclamação: pronunciar-se publicamente em alta voz e com solenidade.

Ao vivo: “A verdade é pura a Rede Globo Apoio a ditadura”, gritavam partidários do PT sobre a prisão de José Dirceu, durante o Jornal Nacional.

Outras frases que definem o momento político brasileiro:

“Os 12 condenados do mensalão tiveram a prisão decretada”.

“O ministro Joaquim Barbosa se afasta da cena política e fica no Rio de Janeiro”.

“Dirceu, guerreiro, do povo brasileiro”.

“Fui preso político no regime militar e agora preso político no regime democrático”.

“Os políticos só vão dormir na prisão. Cumprirão regime semiaberto”.

“Os outros condenados, em tese não políticos vão cumprir regime fechado”.

proclamacao-da-republica-1Da Monarquia para a República se passaram 124 anos, mas nesse período seja num regime ou em outro o ideal de cada apoiador deste ou daquele continua sendo o mesmo. Não importa o tempo. Quem tem tendência a ser submisso sempre o será e quem tem tendência a ser a favor ou contra sempre o será.

Ser submisso é uma coisa, e defender um lado ou ter opinião própria é outra coisa. Tem também aquele que tem opinião apenas para opinar. Nunca ele seguirá o próprio raciocínio. Ele seguirá a opinião de outros ou conforme o próprio. Mas em geral todos têm opinião, seja para dar palpites ou para sugerir o que os outros devem fazer.

E você, o que está fazendo? jose-dirceuJosé Dirceu, José Genuino e comparsas – companheiros como Delúbio, Silvinho, entre outros, o ex-presidente Lula e a atual presidente Dilma Rousseff, sempre estiveram do mesmo lado. O lado idealizado por eles. É possível que eles tenham sido perseguidos pelo regime militar, alguns buscaram exílio, enquanto outros continuaram presos por aqui mesmo.

Alguns foram acusados de ações pouco recomendadas para alguém que tivesse pretensão de chegar ao poder. Mas, o que é o poder senão o poder de decidir pelos outros e de continuar aplicando os seus ideais. Há aqueles que se submetem aos ideais alheios e aqueles que são os idealizadores dos próprios ideais. E você, qual é seu ideal? Achar que os outros devem fazer o que vocês não têm coragem de fazer?

Ora, cada um de nós tem parcela de responsabilidade seja pelo descobrimento do Brasil em 1500, há 513 anos, ou da Independência do Brasil, em 1822, há 191 anos, ou pela Proclamação do Brasil, ocorrida em 15 de novembro de 1889, durante um levante político-militar. Veja, a história de um povo e de uma nação passa sempre pelas mãos de ações políticas.

O que quero dizer é que, sejam pelas mãos dos corruptos do mensalão, da máfia dos sanguessugas, dos fiscais em São Paulo ou atos de heroísmo, como alguns históricos – que conhecemos como: Tiradentes, Dom Pedro I, Anita Garibaldi, Ana Néri, Antônio de Sampaio, Caboclo Bernardo, Cândido Rondon, Chico Mendes, Deodoro da Fonseca, Francisco Manuel Barroso da Silva, Frei Caneca, Getúlio Vargas, Ildefonso Pereira Correia, Joaquim Marques Lisboa, José Bonifácio de Andrada e Silva, José Plácido de Castro, Luís Alves de Lima e Silva, Manuel Luís Osório, Maria Quitéria, Roberto Landell de Moura, Santos Dumont, Sepé Tiaraju, Tancredo Neves e Zumbi dos Palmares.

Veja: mesmo entre esses eventuais heróis há contestação. Há homens e mulheres, negros, escravos, brancos, ricos e pobres, religiosos ou não. Ou seja, para ter opinião e ser protagonista da própria história não há necessidade de religião, condição financeira ou cultural. É preciso agir e fazer. E você, o que está fazendo?

Independentemente de situação partidária ou não, você pode fazer. O ideal seja bom ou ruim ele nasce, cresce e floresce dentro de nós. A índole de cada um vai determinar ser um ciclo vicioso ou virtuoso em suas ações. No vicioso designa uma sucessão, geralmente ininterrupta, de acontecimentos que se repetem e voltam sempre ao ponto de origem, colidindo sempre com o mesmo obstáculo.

Exemplo disso, os petistas mensaleiros. O ideal deles e a forma de chegar ao poder explica-se com os últimos acontecimentos. Não importa para eles a fórmula ou de que forma alcançarão seus objetivos.

Se no passado eles foram considerados eventualmente como estudantes que afrontavam o regime militar (governo) – pegaram em armas e, por isso, foram considerados guerrilheiros, sequestraram e foram presos,  e etc., a verdade é que tudo acontecia em nome de um ideal. O círculo se fecha no ideal deles mesmos.

Ao chegarem ao poder acreditaram que poderiam fazer muito mais que fizeram no passado, porém de uma forma equivocada. Voltaram às origens: agiram de forma certa em algum momento, e em outros possivelmente de forma criminosa. Agiram supostamente de forma certa e chegaram ao poder. Em seguida, criminosa e retornaram à Cadeia. De uma forma ou de outra, eles fizeram acreditando que fizeram o certo. Foram protagonistas da sua época. E você? Será sempre coadjuvante? Vai esperar sempre que os outros façam por você? Em qual ciclo você está. No vicioso ou virtuoso?

A palavra virtuosa vem do latim virtuose que significa: toda pessoa que domina em alto grau a técnica de uma arte. Você pode passar facilmente de um Ciclo Vicioso para um Ciclo Virtuoso, basta dominar, entre outras, a técnica de transformar problemas em oportunidades, criando receptividade para a ação. Aja você também!

VOCÊ PODE

E você, quando irá proclamar. Gritar publicamente em alta voz e solenemente. A propósito, nesta semana que termina (10 a 16 de novembro) fui abordado pelas redes sociais sobre possíveis irregularidades administrativas. Fui cobrado de forma truculenta como alguém que teria a obrigação de fazer algo que ninguém quer fazer – denunciar para combater atos de corrupção da administração pública. Fazemos há décadas, mesmo antes do advento da internet.

Os que me cobram sequer me conhecem. Desconhecem minha infância, minha trajetória de vida e profissional. Acreditam apenas que eu poço fazer. E eles, nada podem fazer? Não podem porque são profissionais liberais, são pobres, negros, brancos, são fracos? Exatamente por isso, são fracos de opinião e de ação. Serão sempre subordinados da situação imposta “pela vida”, pelos outros e pela política.

Serão sempre coadjuvantes, enquanto prevalecerá: os Dirceus, Genuinos, Delúbios, Valérios, entre tantos outros de índoles boas ou más, mas serão protagonistas de seu tempo. Enquanto isso, os coadjuvantes continuarão se expressando virtualmente e nunca serão donos do seu tempo. Não agem, não produzem e não enfrentam a realidade. A verdade é que quem faz, faz a história. Vira herói ou bandido em nome de um ideal. E você, quando irá proclamar publicamente em alta voz e com solenidade?