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29/04/2015

Ex-vereador vem a Tupã para devolver dinheiro aos cofres públicos

Ribeirão liderou o grupo para aumentar os próprios salários em desacordo com a lei. 

Celso Morcelli

O ex-vereador Celso Morcelli (PDT) esteve em Tupã no começo desta semana para resolver pendência sobre devolução de dinheiro aos cofres públicos, após decisão de primeira instância proferida pela juíza Danielle Oliveira de Menezes Kanawaty, da 2ª Vara Civil de Tupã.

Durante breve conversa com a reportagem do blog, ele antecipou que está residindo e trabalhando no Estado da Bahia e que veio a Tupã justamente por causa dessa decisão. “Na época eu falei para o Ribeirão que ia dar problema, olha aí, agora”. Morcelli disse que a “brincadeira” vai lhe custar cerca de R$ 15 mil, com a correção do valor inicial a ser devolvido que é de R$ 8.237,03.

Os subsídios foram concedidos pelos próprios parlamentares na legislatura de 2005 a 2008. Nos dois primeiros anos dessa legislatura a Câmara era presidida por Antonio Alves de Sousa, “Ribeirão” (PP). Nos dois anos seguintes a Casa foi presidida por Clauber Cláudio Gomes (PSD).

A frase do ex-parlamentar Celso Morcelli reforça bem a tese de como Ribeirão atua nos bastidores sombrios da política tupãense, impondo suas vontades e desejos a despeito das leis e aqueles que o seguem se afundam num caminho de crise de identidade sem volta. Já o parlamentar, segue sua trajetória de “empresário” e de político bem sucedido, mesmo quando tudo parece dizer o contrário.

OS CONDENADOS

Dos nove vereadores daquele mandato, três ainda atuam: Valter Moreno, Ribeirão e Ninha Fresneda. Os vereadores condenados que vão devolver dinheiro recebido na seguinte proporção individualizada pelo Ministério Público, na petição inicial, que sequer foi objeto de impugnação específica por parte de nenhum dos vereadores são: Airton Peres Batistete, R$ 8.047,56; Antonio Alves de Sousa, Ribeirão, R$ 10.692,39; Augusto Fresneda Torres, Ninha, R$ 8.237,03; Celso Morcelli, R$ 8.237,03; Clauber Cláudio Gomes, R$ 13.669,38; Sérgio Luís de Barros, R$ 8.066,13; Sérgio Noboro Ueda, R$ 8.184,86; Valdemar Manzano Moreno, R$ 8.237,03 e Valter Moreno Panhossi, R$ 7.637,64.