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19/06/2015

É impossível fraudar sozinho, diz oficial da PM sobre desvio em licitações

Major da reserva da Polícia Militar de São Paulo e deputado federal pelo PDT, Olímpio Gomes afirma que a estrutura de compras existente na corporação não teria como ser burlada com a ação isolada de um único oficial.

“Eu digo que é impossível, pelo sistema de controle que nós temos, o controle orçamentário da própria polícia, o coronel Adriano ter feito ou perpetrado tudo isso sozinho. Impossível”, disse à Folha.

Olímpio se refere ao tenente­coronel José Afonso Adriano Filho, acusado de comandar fraudes no Departamento de Suporte Administrativo do ComandoGeral da PM.

Adriano chefiava a seção de finanças do órgão, comandado na época pelo coronel Kooki Taguti, que negou em sindicância ter conhecimento do esquema.

As fraudes funcionaram, ao menos, em 2009 e 2010 e envolveram R$ 10 milhões.

Além desse departamento, o Comando­Geral possui diretorias para ajudar na fiscalização de aquisições e pagamentos: a de Apoio Logístico e a de Finanças.

Determinadas aquisições passam ainda pela análise do comandante­geral e até do secretário da Segurança.

Por ser unidade gestora, o órgão também está sujeito à fiscalização do TCE (Tribunal de Contas do Estado).

Anualmente, segundo o oficial, cerca de 300 policiais militares são demitidos por diversas práticas, inclusive corrupção. Ele afirma que a corporação precisa ter “coragem” para punir oficiais envolvidos nos desvios.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/