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22/08/2017

Bancária lutou para sobreviver a fúria de seu assassino

O principal suspeito do crime está foragido, e é o marido da bancária. Ele era segurança na agência Bradesco, em Tupã, mesmo local de trabalho de Débora Goulart. Quatro cães “guardavam” o corpo da vítima.

Foto: WhatsApp

Foto: WhatsApp

O relacionamento que teve inicio possivelmente no local de trabalho, fez com que ambos compartilhassem o mesmo teto, mas não demorou muito para acontecer as primeiras desavenças entre o casal. Os motivos, passionais. Brigas e mais brigas, e uma decisão: Débora Goulart, 34 anos, tinha a pretensão de se separar do companheiro, entretanto, ele a ameaçava caso o fato se confirmasse. Débora corria risco de morte.

Ontem (21) à tarde, o companheiro teria ido buscá-la e colegas de trabalho perceberam lágrimas que marejavam nos olhos de Débora, como que se presumisse que algo de ruim estava prestes a acontecer. A noite chegou, o dia amanheceu, mas Débora não foi ao banco trabalhar.

Preocupados e temerosos com o que poderia ter acontecido, os próprios amigos acionaram a Polícia Militar e foram para sua residência à Rua Tupinambás, centro de Tupã.

No local, os militares encontraram o portão com cadeado e a porta da frente encostada. Quatro cães da família, na porta do quarto, envolta ao corpo como que “protegendo” sua dona. Sinais de luta corporal. Débora tentou resistir. A porta de um guarda-roupas quebrada. Apesar da luta, o assassino era mais forte e empunhava a arma do crime. Três golpes ceifaram a vida da jovem.

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Para conter os cães, funcionários de um petshop foram acionados para cuidar dos animais, enquanto as providências eram tomadas – trabalho da polícia e a remoção do corpo para o IML – Instituto Médico Legal. A polícia vai instaurar inquérito e realiza diligências na tentativa de localizar o suspeito.

De acordo com as primeiras informações, o suspeito do feminicídio evadiu-se num Fiat Punto, cor preta, placa ETM-9729, pertencente à vítima. Um carácter geral foi passado à toda rede policial, mas não há informações sobre o paradeiro do suspeito. O crime deixou moradores vizinhos perplexos e amigos e familiares consternados com mais esta tragédia.

Nas redes sociais há uma ampla divulgação sobre o fato – compartilhada por amigos que tentam através de fotos divulgarem o fato na tentativa de impedir a fuga do criminoso.