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25/10/2017

Por que Rudynei Monteiro não foi confrontado pela renúncia

O maior crítico da atual administração, não foi importunado pela situação, mesmo usando dinheiro público para resolver seu futuro profissional. As viagens para Brasília e São Paulo tiveram como cenário “trabalho por Tupã”.

O início de uma carreira onde a palavra era empenhada como projeto de trabalho político

O início de uma carreira onde a palavra era empenhada como projeto de trabalho político

Rudynei de hoje, a palavra e a fidelidade são empenhadas ao Ribeirão

Rudynei de hoje, a palavra e a fidelidade são ao Ribeirão

Mesmo em minoria (5), os vereadores da oposição conseguiram se superar diante da maioria (10) integrantes da situação. Os projetos do Executivo foram os principais alvos, mas nem mesmo os parlamentares que optaram em integrar o G-10 escaparam do constrangimento sobre a mudança de posicionamento em apenas 10 meses de legislatura.

Telma Tulim (PSDB) e Tiago Matias (PRP) foram os principais alvos de Charles dos Passos (PSB) e Rudynei Monteiro (PP). Charles dos Passos usou até vídeos de sessões anteriores onde Telma e Tiago criticavam a criação de cargos em comissão. Enquanto isso, Rudynei às vésperas de renunciar a favor de Antônio Alves de Sousa, o “Ribeirão” (PP) passou incólume.

Nem os vereadores da situação – atacados pela mudança de comportamento tiveram qualquer reação de cobrar do adversário uma posição sobre a jogada de um ex-vereador do PP, para retornar ao Legislativo. Sem ser importunado durante 10 meses, Rudynei vai despedir-se sorrindo e demonstrando satisfação do “dever cumprido”.

Enquanto atacava a administração de Ricardo Raymundo (PV) e seus nobres irresolutos situacionistas o pepessita desviava o foco da trama que vai tirá-lo da “boca de cena” da política tupãense. Em substituição vem pela frente um ex-vereador cheio de astúcia e de vontade de entrar neste cenário umbroso que vive a política tupiniquim.

FATO

Telma NovaTiago Matias

A renúncia de Rudynei Monteiro não é um fato qualquer. Deveria ter sido a principal “arma” política da situação para importuná-lo no seu entusiasmo de apontar o dedo aos outros. O fato é histórico. Em 40 anos, apenas Pedro Mudrey Bassan, em 1975, renunciou ao cargo de parlamentar – por hombridade. Já no caso do pastor Rudynei que já usou a “palavra” como sinônimo de virtude deixa a Câmara pela porta dos fundos – na maior velhacagem.

O “compromisso com a palavra” de um passado recente, não inclui os seus eleitores no presente. Como o blog divulgou, o próprio Rudynei Monteiro disse que deve fidelidade ao presidente do PP, Ribeirão. Os seus familiares e fiéis da Igreja ADNIPO, só tomaram conhecimento quando não conseguiu mais esconder o escárnio. Por último, sobrará a zombaria aos seus 603 eleitores.

À situação na Câmara ficará o gosto amargo de não ter conseguido responde-lo à altura. Sobrará como consolo um opositor ainda mais ávido por poder e sem escrúpulos para alcança-lo. À noite todos os gatos são pardos e na política local também todos se misturam.

Esse é o gato “que todos nós devemos cuidar” para não escapar diante de sua desfaçatez “de trabalho por Tupã”.