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26/02/2018

Parapuã: Vereadores do PV impedem repúdio contra esposa de deputado Evandro Gussi

O requerimento que a Câmara pretendia aprovar era em protesto pelo emprego de Joice Gussi na Assembleia. Alternando-se nos cargos em comissão no gabinete do deputado estadual Reinaldo Alguz, o casal Gussi custou aos cofres públicos mais de R$ 2,1 milhões, entre salários e encargos, denunciou o vereador tupãense Paulo Henrique Andrade.

"Robertinho" (PV), presidente da Câmara de Parapuã...

“Robertinho” (PV), presidente da Câmara de Parapuã…

...e o pastor Edson (PV) impediram o repúdio contra a esposa do deputado Evandro Gussi (PV)

…e o pastor Edson (PV) impediram o repúdio contra Joice Gussi

Dois vereadores do PV – Partido Verde se juntaram a outros três parlamentares e impediram que a Câmara de Parapuã aprovasse na sessão do dia 19, um requerimento de “Voto de Repúdio” ao fato da esposa do deputado federal Evandro Gussi (PV) ter feito parte do quadro de funcionários em comissão da ALESP – Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Os parlamentares Edson Rodrigues, o Pastor Edson e Roberto Carlos Pereira, o “Robertinho”, ambos do PV votaram contra o requerimento. No entendimento deles, ainda que imoral, tudo está legal.

O requerimento de número 9 de 15 de fevereiro de 2018, foi de autoria dos edis Paulo Roberto Martins, o Paulinho (PPS), Edson Aparecido Munhoz Narvas, “Deddy” Munhoz (PPS) e de Glauco James Benvindo Monteiro Junior (PRP). O requerimento também recebeu voto favorável de Lee Jefferson Roberto Benedetti Guimarães de Belido Villas Boas de Oliveira Leite (DEM).

De acordo com o documento, a esposa do deputado Evandro Gussi, Joice Raquel Ubeda Haddad Gussi alternou em cargo em comissão na ALESP, ora como assessora da liderança do PV, ora como assessora de gabinete do deputado Reinaldo Alguz, no período de 2008 a 2015.

O requerimento foi rejeitado por cinco votos contrários e quatro votos favoráveis. Além dos dois vereadores do PV, também votaram contra: Manoel Duarte de Souza, o “Mané” (PTB), Aparecido Molina (PTB) e Sidney Aparecido Fernandes Teruel (PT).

“BOLSA FAMÍLIA VERDE”

Gussi, o pai...

Gussi, o pai…

Joyce Gussi, a nora

Joyce Gussi, a nora…

Gussi, o filho...

Gussi, o filho…

...e Reinaldo Alguz, o "pai da matéria"

…e Alguz, o “pai da matéria”

 

 

 

 

 

 

 

 

O blog jotaneves.com revelou ainda, que além da esposa do deputado federal Evandro Gussi, o pai dele José Reinaldo Gussi também ocupou cargo em comissão no gabinete do deputado estadual Reinaldo Alguz (PV).

Enquanto Joice Gussi e seu marido custaram aos cofres públicos (antes de sua eleição) mais de R$ 2,1 milhões, o pai do deputado, José Reinaldo Gussi fazia parte da “conexão verde”.

No pacote do “Bolsa Família Verde” Gussi pai custou ao bolso do contribuinte mensalmente R$ 8.648,64, no período de primeiro de julho de 2010 a 19 de dezembro de 2014. Além de delegado aposentado, o integrante da executiva do PV em Dracena atua como renomado advogado.

PATRIMÔNIO

O endereço eletrônico de José Reinaldo Gussi (JRGUSSI@HOTMAIL) aparece como contato em um comprovante de inscrição cadastral, onde Evandro Gussi é sócio de um negócio que tem como atividade principal a criação de gado para corte no sítio Santa Terezinha de 5000 alqueires, localizado no município de Martinópolis, na região de Presidente Prudente. Martinópolis é uma das 32 cidades administradas pelo PV no Estado de São Paulo.

Este ramo de atividade em que Gussi aparece como sócio foi iniciado a partir de seu mandato como deputado federal (26/10/2015), e não faz parte de sua declaração apresentada quando de sua posse na Câmara Federal.

“Em 2014, o valor real dos meus bens, apresentado à Receita Federal do Brasil, somava R$ 446.065,62, o que é comprovado por minha Declaração em anexo. Ao lado disso, a mesma Declaração demonstra que pago mensalmente prestações de financiamento imobiliário cujo valor total é de R$ 367.800,48, junto à Caixa Econômica Federal, utilizado para a construção da residência em que moro”, respondeu o parlamentar em nota enviada ao blog.

Por outro lado, o blog localizou gráfico compartilhado por outros meios de comunicação apontando para crescimento vertiginoso do patrimônio do deputado no período entre 2008 a 2014. Nesta mesma fonte, havia a informação de que sua casa tinha valor de R$ 1,1 milhão.

Em 2008, quando Evandro Gussi disputou uma das cadeiras do Legislativo tupãense declarou possuir cerca de R$ 100 mil em patrimônio. Em 2010, quando disputou a primeira eleição para deputado federal, a declaração importou em pouco mais de R$ 280 mil.

Já em 2014, quando foi eleito deputado, sua declaração saltou de R$ 280 mil para R$ 1,5 milhão. Veja que somando o real valor de seu imóvel localizado na Vila Inglesa de R$ 1,1 milhão – ainda que tenha financiado parte dele, conforme sua declaração de renda em 2014, de patrimônio de R$ 446.065,62 chega bem próximo do valor apurado pela reportagem – R$ 1,5 milhão.

Eleição  Cargo disputado              Patrimônio (R$)

2008      Vereador (Tupã/SP)       R$ 106.213,58

2010      Deputado Federal (SP)  R$ 283.419,05

2014      Deputado Federal (SP)  R$ 1.482.246,17

O crescimento do patrimônio de Evandro Gussi pode ter ultrapassado a 1300%, conforme divulgado em matéria de 6 de fevereiro de 2018.

O vereador Paulo Henrique Andrade (PPS) que também fez a denúncia da tribuna da Câmara garantiu que vai fazer uma representação ao Ministério Público. A decisão foi tomada logo após Evandro Gussi distribuir uma nota à imprensa.

CAIXA DE CAMPANHA

Vereador Paulo Henrique Andrade promete fazer representação ao MP

Vereador Paulo Henrique Andrade promete fazer representação ao MP

“Ora nobre deputado, o mais engraçado de tudo, é que você sempre pregou que não gastava dinheiro em suas campanhas, que faria uma política nova e diferente. Olhando os dados, a esposa do deputado foi assessora nos períodos em que o deputado, que na época também era assessor, se ausentava para fazer campanha. Ou seja, para não perder o salário, nomeava sua mulher para lhe substituir. Isso está cheio na política, mentirosos e falsos profetas, que usurpam do poder público para fazer caixa de campanha. Onde está a moralidade? Será que se não fosse esposa dele, outra pessoa com formação em farmácia, seria contratada? Isso nos mostra o quão moral são os deputados Evandro e Reinaldo. Aqui na prefeitura não está diferente”.

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Na dúvida, a favor de Gussi