ANUNCIE AQUI!
24/02/2018

Político promete renunciar cargo após engravidar assessora

Vice-premier australiano renuncia após caso extraconjugal com colega

Barnaby Joyce teve relacionamento com ex-assessora de imprensa, que engravidou

Barnaby Joyce falando em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira - STRINGER / REUTERS

Barnaby Joyce falando em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira – STRINGER / REUTERS

CAMBERRA — O vice-premier da Austrália, Barnaby Joyce, anunciou nesta sexta-feira que renunciará ao cargo após o escândalo causado por um romance extraconjugal com uma colega de trabalho, que engravidou. Joyce, de 50 anos, estava sob pressão desde a revelação, há duas semanas, de sua relação com a assistente Vikki Campion, quase 20 anos mais nova que ele, e que agora espera um filho.

— Vou renunciar na manhã de segunda-feira, durante a reunião do partido, ao cargo de líder do Partido Nacional e de vice-premier da Austrália — declarou em entrevista coletiva.

Ele também é acusado de ter burlados as regras do governo ao nomeá-la para um gabinete ministerial. Barnaby Joyce reconheceu a relação extraconjugal com Campion, sua ex-assessora de imprensa de 33 anos. O escândalo também provocou a separação de Joyce da esposa após 24 anos de casamento.

O Partido Nacional é um dos aliados na coalizão de centro-direita que forma o governo do primeiro-ministro Malcolm Turnbull. O vice-primeiro-ministro, permanecerá no parlamento, garantindo a pequena maioria do governo, com apenas um assento a mais que a oposição.

A decisão de Joyce veio após um estranhamento com Turnbull, que está nos EUA em encontro com o presidente Donald Trump e se negou a deixar o vice como mandatário enquanto estava fora do país. Ele chamou o caso extraconjugal de um “erro de julgamento espantoso”. Joyce respondeu ao primeiro-ministro chamando-o de “inepto”.

O Partido Nacional é um dos pilares da coalizão conservadora formada com o Partido Liberal de Malcolm Turnbull. O escândalo levou Turnbull a decretar a proibição de que seus ministro e colaboradores mantenham relações sexuais entre si. O premiê enfatizou que o código de conduta foi modificado para que fique bem claro que “os ministros, sejam solteiros ou casados, não podem manter relações sexuais com seus colaboradores”.

Fonte: O Globo