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02/09/2019

Ex-governador Alberto Goldman colaborou com Tupã e sofreu decepção com ex-prefeito

O ex-governador Alberto Goldman foi um grande colaborador do município, enquanto deputado federal, nas gestões de Manoel Gaspar (1997/2000 e 2001/2004). O corpo dele está sendo sepultado em SP. 

Foto: Paulo Freitas/Glamurana

Foto: Paulo Freitas/Glamurana

Uma das obras viabilizadas pelo ex-parlamentar foi a interligação da Avenida Tabajaras com Silvio Bolcato, no Parque Ibirapuera.

A proximidade com o município também teve estreita relação com o fato de ter sido casado por mais de 32 anos com a tupãense Deuzeni Trisoglio, 68 anos. A designer, paisagista e ex-primeira-dama de São Paulo durante a gestão do governo de São Paulo em 2010 foi crítica contundente da política ambiental da administração de Waldemir Gonçalves Lopes (PSDB).

O ex-prefeito não cumpriu nenhum TAC – Termo de Ajuste de Conduta com o Ministério Público e deixou multas milionárias para a municipalidade. Dez anos depois, a atual administração precisa cumprir os acordos com o plantio de 80 mil mudas de árvores, mas não possui áreas.

Outra situação que causou desconforto entre o Palácio dos Bandeirantes e o Paço Municipal foi a realização de fraudes em concursos públicos, fatos que resultaram na condenação de Waldemir por improbidade administrativa e que lesou centenas de pessoas.

Leia também: TJ mantém condenação de Waldemir por fraude em concurso público em Tupã-SP

A morte de Alberto Goldman foi sentida profundamente por familiares de sua esposa em Tupã e de amigos como o ex-prefeito Manoel Gaspar.

Corpo do ex-governador Alberto Goldman é velado na Assembleia Legislativa em SP

Político, de 81 anos, morreu na tarde deste domingo (1º). Enterro será no Cemitério Israelita do Butantã às 15h. 

Por G1 SP — São Paulo

Velório do ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, na Assembleia Legislativa — Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

Velório do ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, na Assembleia Legislativa — Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

O corpo do ex-governador de São Paulo Alberto Goldman está sendo velado na manhã desta segunda-feira (2) na Assembleia Legislativa, na Zona Sul de São Paulo. O político, de 81 anos, morreu na tarde deste domingo (1º).

Vários políticos foram ao velório de Goldman. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que o ex-governador deixa um legado de seriedade. “Ele foi a vida toda um político, uma pessoa que se orientava pelo serviço ao povo. Foi uma pessoa de posições.” O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou: “O Goldman sempre foi muito coerente na defesa da democracia, defesa do social, olhar pelos mais humildes e trabalhar para ter um país mais justo.”

Ele estava internado desde o dia 19 de agosto na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês após passar mal e se submeter a uma cirurgia no cérebro. O velório começou às 8h e deve terminar às 14h. Em seguida, o corpo será transportado para o Cemitério Israelita do Butantã. O enterro está previsto para ocorrer às 15h.

Ele deixa esposa e dois filhos do atual casamento com Deuzeni Trisoglio, além de outros três do casamento com a artista plástica Sara Goldman.

Segundo a assessoria de imprensa do político, ele foi ao hospital no dia 19 de agosto como parte do tratamento de um câncer neuroendócrino na região cervical. Goldman passou mal durante o exame e uma tomografia constatou sangramento no cérebro. Ele foi submetido a uma cirurgia no mesmo dia da internação, mas seu estado de saúde piorou e ele não resistiu.

Adversário do atual governador João Doria, ele foi expulso do PSDB pelo diretório municipal do partido por infidelidade partidária, no ano passado. Durante as eleições em que Doria concorreu ao cargo no Palácio dos Bandeirantes, Goldman apoiou o candidato Paulo Skaf (MDB) ao governo do estado. A Executiva Nacional do PSDB anulou a expulsão.

Trajetória  

Alberto Goldman cursava engenharia, na Escola Politécnica da USP, quando começou a se interessar pela política. Ele tinha 19 anos quando se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Ele foi diretor do Centro Acadêmico da Poli e diretor da União Estadual dos Estudantes (UEE).

Chegou a começar a fazer um curso de pós-graduação em Ciências Sociais na PUC, mas não terminou. Ele já estava trabalhando como engenheiro quando entrou para o MDB, que era o único partido da oposição durante o Regime Militar, que abrigava os militantes do PCB.

Goldman foi eleito deputado estadual duas vezes e presidiu a CPI sobre a invasão da PUC pela polícia em 1979.

No mesmo ano, com o fim do bi-partidarismo foi para o PMDB (atual MDB), saindo em 1985 para o recém legalizado Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Em 1987, ocupou a Secretaria Especial de Coordenação do governo Orestes Quércia. Dois anos depois, retornou ao PMDB.

Goldman foi deputado federal por seis mandatos e ministro dos Transportes do governo Itamar Franco.

Em 1997 rompeu com Quércia e foi para o PSDB. Em 2010, ele era vice-governador de São Paulo e assumiu como governador quando José Serra (PSDB) deixou o cargo para disputar a Presidência.