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14/11/2019

Narcisismo doentio está por trás de líderes autoritários de ontem e hoje

Mateus Araújo Colaboração para o TAB François Duvalier, mais conhecido como Papa Doc (1907-1971), chegou ao poder no Haiti em 1957, exatos oito anos depois de ter sido exilado durante o golpe militar no país. Uma vez eleito, Duvalier passou a perseguir seus inimigos. Pouco tempo depois, decidiu ele mesmo estabelecer sua ditadura. Criou uma milícia para si e autoproclamou-se "presidente eterno", um deus inabalável. "Eu sou o Novo Haiti. Quem procura me destruir procura destruir o próprio Haiti (...). Deus e o Destino me escolheram", afirmava. Retratado no livro "How to be a dictator: the cult of personality in the twentieth century" ("Como ser um ditador: o culto da personalidade no século 20", em tradução livre), recémlançado pelo historiador Frank Dikötter, professor da Universidade de Hong Kong, Papa Doc é um dos governantes que marcaram a história com opressão e autoritarismo, claros exemplos de comportamento narcísico patológico — um grau de individualismo capaz de levar alguém a perseguir e até a matar em massa quem pensa diferente. Tem sido assim ao longo dos anos: na Alemanha de Hitler, na União Soviética de Stálin ou na China de Mao Tsé-Tung — personalidades que figuram entre as oito biografias escritas por Dikötter no livro —, à direita ou à esquerda, líderes foram forjados ditadores com ...

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Postado por: jota 0 comentário Categorias: Comportamento