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A MULHER DO PADRE DE TUPÃ

A MULHER DO PADRE DE TUPÃ

Foto/Capa – A mulher do padre eBook Kindle

Para os que não me conhecem – ouça matéria

Para aqueles que ainda não me conhecem, ou acreditam que de repente surgi com o advento das redes sociais, escrevo este artigo, para mostrar que tenho filtro, mas que nada me intimida quando entendo que um fato precisa ser contado, ainda que estremeça uma comunidade associativa, sindicalizada, empresarial, comerciária, religiosa ou de um município.

A mulher do padre não é fato do imediatismo que as redes sociais proporcionam associado a um celular na mão, como fonte de imagem da TV ou até do rádio, através das plataformas midiáticas.

Ao contrário do que se imagina, o conceito mediático é anterior às tecnologias virtuais e se refere as plataformas comunicacionais, incluindo livros, jornais e transmissões radiofônicas.

Foi assim, que em meados dos anos 80, possivelmente entre 1987 e 1988, portanto, há cerca de 40 anos, por meio do telefone (14) 3441-1759, ainda da empresa de Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que liguei para um padre de uma comunidade, me identifiquei e lhe perguntei: “Padre, a comunidade diz que o senhor está violando o celibato, é verdade?”. O pároco me excomungou.

É possível que eu esteja certo em relação à data, considerando que a operadora de telefonia do sistema Telebras no estado de São Paulo, sucessora da CTB e da COTESP, permaneceu em atividade de maio de 1973 até o processo de privatização em julho de 1998.

Mas, voltando ao que dizia, o padre não sabia que eu estava gravando, através de um sistema (híbrido) usado para fazer reportagens interligando a linha telefônica a um gravador. Resumindo: o fato era verídico, depois de noticiado pela Rádio Clube de Tupã, o padre fugiu com a mulher.

FILTRO

Mas nem sempre um fato ainda que seja de interesse público pode ser divulgado. É preciso ter filtro. Veja, consegui uma foto de um famoso padre que atuou no município, no leito alheio. A mulher não estava sob a pia do banheiro, mas sobre a cama, fotografando o corpo inerte do sacerdote, mas nunca a divulguei. Também não me recordo de o pároco ter divulgado a foto em suas redes sociais, óbvio, talvez nem saiba do registro.

Entendi que não tinha nenhum interesse público numa relação eventualmente “pecaminosa” entre uma mulher e um padre. Assim como não vejo problema nenhum em um religioso se fantasiar de “Homem Aranha”, ou de um outro gostar de frequentar ambientes artísticos e empreender às custas do que é comunitário, ainda que haja boas intenções.

Também, inaceitável desde os tempos análogos e até aos digitais, que se use a fé para apregoar preconceito profissional, desrespeito, imposição e perseguição ideológica. Que de fato haja eucaristia. Ao invés da mulher do padre, haja um trabalho religioso voltado a casais e à instituição do matrimônio.

Que, os participantes do grupo ECC – Encontro de Casais com Cristo sejam tolerantes entre si e, entre os outros, com objetivo de EVANGELIZAR a família, fortalecer o matrimônio e AJUDAR a reencontrar-se com eles próprios, com os filhos, com a comunidade e APROXIMAREM-SE DE CRISTO.

O AUTOR

Quando criança, cresci ouvindo a expressão “quem chegar por último é mulher do padre”. A frase se deve ao fato de o padre ser sempre o último a entrar e a sair da missa. A mulher do padre, se existisse, entraria ainda depois, mas ela não existe na vida real. Já na ficção…

A mulher do padre eBook Kindle

por Ava Telles de Miranda (Autor)  Formato: eBook Kindle

Navarro é um padre sem vocação. Um homem lindo, inteligente, que ama o luxo e a luxúria.

Ariza não é sua vítima. É uma moça descolada, batalhadora, que trabalha, que estuda e… que pensa!

Explosão de desejos, maledicência, corrupção, decadência moral de uma sociedade hipócrita -, são temas aqui abordados.

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Jota Neves é um radialista e jornalista investigativo com mais de 35 anos de atuação, referência em comunicação no interior paulista, reconhecido pelo compromisso com a verdade, o combate à corrupção e reportagens de impacto sobre a sociedade.

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