<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de obrigatório - Jota Neves - A notícia sobre o fato</title>
	<atom:link href="https://jotaneves.com.br/tag/obrigatorio/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link></link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 18 Aug 2021 14:01:36 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://jotaneves.com.br/wp-content/uploads/2026/02/cropped-Logo-moderno-JN-com-gradiente-1-32x32.png</url>
	<title>Arquivo de obrigatório - Jota Neves - A notícia sobre o fato</title>
	<link></link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O eleitor sempre questionou a obrigatoriedade do voto</title>
		<link>https://jotaneves.com.br/o-eleitor-sempre-questionou-a-obrigatoriedade-do-voto/</link>
					<comments>https://jotaneves.com.br/o-eleitor-sempre-questionou-a-obrigatoriedade-do-voto/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Aug 2021 13:53:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[obrigatório]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Simon]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Ferraço]]></category>
		<category><![CDATA[senador Reguffe]]></category>
		<category><![CDATA[voto]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://lightpink-barracuda-319303.hostingersite.com/?p=19285</guid>

					<description><![CDATA[<p>O eleitor que deixar de votar fica impedido de assumir cargos públicos ou tirar passaporte, entre outras sanções. O dilema do voto obrigatório Direito ou dever? A natureza do voto no Brasil é alvo desse questionamento, mais especificamente de qual seria seu reflexo nas eleições e na participação política da população. Embora esteja inserido no [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://jotaneves.com.br/o-eleitor-sempre-questionou-a-obrigatoriedade-do-voto/">O eleitor sempre questionou a obrigatoriedade do voto</a> apareceu primeiro em <a href="https://jotaneves.com.br">Jota Neves - A notícia sobre o fato</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O eleitor que deixar de votar fica impedido de assumir cargos públicos ou tirar passaporte, entre outras sanções.</strong></p>
<p>O dilema do voto obrigatório</p>
<figure id="attachment_19288" aria-describedby="caption-attachment-19288" style="width: 200px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://lightpink-barracuda-319303.hostingersite.com/wp-content/uploads/2021/08/Pedro-Simon.jpg"><img  title="" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-19288" src="https://lightpink-barracuda-319303.hostingersite.com/wp-content/uploads/2021/08/Pedro-Simon.jpg"  alt="Pedro-Simon O eleitor sempre questionou a obrigatoriedade do voto"  width="200" height="301" /></a><figcaption id="caption-attachment-19288" class="wp-caption-text">Para o ex-senador Pedro Simon, a punição pela abstenção no Brasil é tão irrisória que, na prática, o voto acaba não sendo obrigatório</figcaption></figure>
<p>Direito ou dever? A natureza do voto no Brasil é alvo desse questionamento, mais especificamente de qual seria seu reflexo nas eleições e na participação política da população. Embora esteja inserido no universo dos direitos políticos, o voto é obrigatório no Brasil e tem sido desde a Constituição de 1946.</p>
<p>O voto também é obrigatório em outros 21 países — 12 deles, latino-americanos. Mas, para o cientista político Roberto Romano, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o que existe no país é uma “ficção” de voto obrigatório. Para ele, a manutenção da obrigatoriedade serve para simular um respeito ao instrumento do voto, enquanto ele é desrespeitado em outras frentes — inclusive pela Justiça Eleitoral.</p>
<p>“Um candidato acusado de comprar dez votos é cassado e no seu lugar entra o segundo colocado. A decisão popular é usurpada e a cidadania é ignorada. Nesse caso, o mínimo a se fazer é uma nova eleição”, ele exemplifica.</p>
<p>Romano acredita, ainda, que manter o voto como uma obrigação serve para diminuir o poder do instrumento, uma vez que, segundo o professor, deveres são menos amplos do que direitos. “A possibilidade de garantir direitos não passa necessariamente pela norma do Estado. Existem noções de direito que se mantêm apesar das normas”, explica.</p>
<p><a href="https://lightpink-barracuda-319303.hostingersite.com/wp-content/uploads/2021/08/facultativo.jpg"><img  title="" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-19290" src="https://lightpink-barracuda-319303.hostingersite.com/wp-content/uploads/2021/08/facultativo-245x300.jpg"  alt="facultativo-245x300 O eleitor sempre questionou a obrigatoriedade do voto"  width="245" height="300" srcset="https://jotaneves.com.br/wp-content/uploads/2021/08/facultativo-245x300.jpg 245w, https://jotaneves.com.br/wp-content/uploads/2021/08/facultativo.jpg 327w" sizes="(max-width: 245px) 100vw, 245px" /></a>“Dizer que o voto é obrigatório é piada”, dispara o ex-senador Pedro Simon, defensor do modelo atual. O eleitor que deixar de votar fica impedido de assumir cargos públicos ou tirar passaporte, entre outras sanções, mas tem boas chances de evitar a punição: o prazo para justificar a abstenção eleitoral é de 60 dias. Caso ultrapasse esse período, basta que o eleitor pague uma multa de R$ 3,50 para que sua situação seja regularizada.</p>
<p>Um entusiasta do dever de votar, Simon deixou o Senado após quatro mandatos. Ele entende que o voto obrigatório, ao longo do renascimento democrático do Brasil, ajudou o povo a adquirir consciência cívica e aprender a cobrar seus governantes. Em razão disso, ele defende esse instituto como forma de proteger a “consistência” do voto.</p>
<p>“O brasileiro está querendo participar mais da realidade do seu país. A mágoa que eles têm de nós, políticos, as críticas que eles fazem à classe política, são fruto dessa preocupação que eles têm hoje e que não tinham no passado”, discorre o ex-senador. Ele crê que o hábito frequente e periódico do voto nas últimas décadas tem feito com que o povo esteja “querendo votar melhor”.</p>
<p>Há quem discorde dessa premissa. Tramita no Senado a PEC 55/2012, de Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que instituiria o voto facultativo para todos os eleitores brasileiros. Atualmente, entre os cidadãos que se qualificam para votar, apenas os jovens entre 16 e 18 anos, os idosos acima de 70 e os analfabetos podem optar por se abster do pleito sem implicações legais.</p>
<p><strong>Posição a respeitar</strong></p>
<p>Ferraço acredita que a atitude de não tomar posição política é, em si, uma posição política e deve ser respeitada. “Não se pode obrigar alguém que não se interesse minimamente pela coisa pública a escolher entre candidatos sobre os quais nada sabe e que, se eleitos, cumprirão funções que ignora quais sejam”, argumenta.</p>
<p>A opinião é compartilhada pelo senador Reguffe (PDT-DF). Deputado federal até a última legislatura, ele apresentou uma proposta de fim do voto obrigatório à Comissão Especial de Reforma Política da Câmara dos Deputados, instituída em 2011.</p>
<p>“O voto facultativo vai melhorar a qualidade da representação política. Muitas pessoas votam sem fazer a reflexão devida que esse gesto precisa e merece. Acaba que vota em qualquer um. Qualquer um, às vezes, é o único que ela conhece”, observa. Reguffe também destaca que os votos dados com esse “critério” acabam por beneficiar os candidatos com as maiores máquinas de propaganda.</p>
<p>Roberto Romano também sustenta que o sistema de voto obrigatório é prejudicial ao processo democrático. “A pessoa vota não porque sua consciência e seu coração exigem. Vota porque tem medo”, resume. Ele também cita as taxas de abstenção e de votos brancos e nulos como demonstração de que os eleitores acabam, paradoxalmente, fugindo das urnas quando são coagidos a votar.</p>
<p><strong>Abaixo da média</strong></p>
<figure id="attachment_19291" aria-describedby="caption-attachment-19291" style="width: 240px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://lightpink-barracuda-319303.hostingersite.com/wp-content/uploads/2021/08/Ricardo-Ferraco.jpg"><img  title="" decoding="async" class="size-medium wp-image-19291" src="https://lightpink-barracuda-319303.hostingersite.com/wp-content/uploads/2021/08/Ricardo-Ferraco-240x300.jpg"  alt="Ricardo-Ferraco-240x300 O eleitor sempre questionou a obrigatoriedade do voto"  width="240" height="300" srcset="https://jotaneves.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Ricardo-Ferraco-240x300.jpg 240w, https://jotaneves.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Ricardo-Ferraco.jpg 480w" sizes="(max-width: 240px) 100vw, 240px" /></a><figcaption id="caption-attachment-19291" class="wp-caption-text">Para Ferraço, favorável ao voto facultativo, não tomar posição política é, em si, uma posição política</figcaption></figure>
<p>Nas últimas eleições, a soma de abstenções e votos brancos e nulos no primeiro turno foi a maior registrada no país desde 1998, abrangendo 27,2% do eleitorado. Apenas uma vez a taxa ficou abaixo dos 20%: em 1989, nas primeiras eleições presidenciais diretas em 29 anos.</p>
<p>Em 2014, só a abstenção no primeiro turno foi de 19,4%, a segunda maior desde a redemocratização. Se consideradas eleições presidenciais recentes dos países que têm voto obrigatório, o absenteísmo brasileiro está abaixo da média dos últimos anos, que é de 25,5%.</p>
<p>Em países que adotam o voto facultativo, as taxas de abstenção costumam ser maiores, como seria esperado. Vale a pena destacar o caso do Chile, que adotou pela primeira vez o voto facultativo em 2013. Antes disso, a abstenção girava em torno de 15%. No pleito de 2013, a estatística saltou para mais de 58%.</p>
<p>Fonte: Revista Em Discussão</p>
<p><strong>Leia também: </strong><a href="https://lightpink-barracuda-319303.hostingersite.com/2018/10/bolsovoto-essa-eleicao-nao-serve-de-parametro-para-2020/">“Bolsovoto”: Essa eleição não serve de parâmetro para 2020</a></p>
<p>O post <a href="https://jotaneves.com.br/o-eleitor-sempre-questionou-a-obrigatoriedade-do-voto/">O eleitor sempre questionou a obrigatoriedade do voto</a> apareceu primeiro em <a href="https://jotaneves.com.br">Jota Neves - A notícia sobre o fato</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://jotaneves.com.br/o-eleitor-sempre-questionou-a-obrigatoriedade-do-voto/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
