“Entra na minha casa…”: na Casa do Povo, Lucília ignora o eleitor de Tupã, SP
Assim como em toda a campanha, a Dra. Lucília Donadelli (PV) continuou contradizendo-se. O seu jingle de campanha dizia: “entra na minha casa…”. Ela entrou na Casa do Povo (Câmara) calada e saiu calada, num flagrante falta de consideração com o eleitor que a tornou a parlamentar mais votada em 2008, com quase 3 mil votos e depositou.
No dia seguinte a fatídica eleição, estacionou o seu veículo próximo à Secretaria da Saúde e cabisbaixa, como que envergonhada sequer desejou bom dia aos possíveis primeiros eleitores que encontrou, após uma noite mal dormida. A culpa nem é dela.
A vergonha foi perder tantos votos por causa dos comandados pelo prefeito Waldemir Gonçalves Lopes (PSDB). O dia 8 foi de ressaca para a candidata chamada de “mãe dos pobres” pela ex-primeira dama Julia Messas (PTB). A noite posterior ao 7 de outubro, Lucília retornou à Casa do Povo, onde é vereadora e mais constrangimento.
Enquanto parlamentares reeleitos e outros que não conseguiram sucesso agradeciam da mesma forma os eleitores pela escolha e parabenizavam os eleitos, a Dra. Lucília emudeceu de vez. Não balbuciou uma palavra sequer para justificar o jingle de campanha ou ratificar seu compromisso, “Juntos Para Continuar Crescendo”.
As contradições propostas durante toda a campanha são típicas de quem não tinha a menor ideia do que queria. Apoiada e traída por um grupo de aloprados que tinham em mente apenas o poder; Lucília patinou no próprio tapete de lama estendido pelo seu criador.
Teve até um médico que disse em apoio à candidata, “escolhi a doutora Lucília porque vi com quem ela anda”. “É pé no acelerador” como diz o prefeito Waldemir, referindo-se à Camap que ele presidiu. Só esqueceram que a marcha estava engatada para trás. Juntos para continuar crescendo, “Olha com quem tu andas que eu te direi quem tu és”, diz texto bíblico.
Nem por isso, devemos impedir que a doutora Lucila, “entre na nossa casa”. Ela é uma espetacular pessoa, só estava mal acompanhada no período de três (3) meses das eleições. Agora, “entrar na nossa vida” com esse pessoal ao lado é outra história. Para entrar na nossa vida, é preciso respeitar a própria família e, sobretudo a família dos outros.
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