Assistentes sociais vencem Waldemir por W.O.
Retranca dos vereadores da situação também foi essencial para derrotar a ilegalidade de redução salarial
O W.O. ou Walkover (em inglês) é atribuído à vitória a uma equipe ou competidor quando o adversário está impossibilitado de competir. Isto pode acontecer devido a não existência de um número mínimo de esportistas necessários para uma partida, desqualificação, entre outros.
O W.O. também pode ser utilizado em eleições e, portanto, no campo político podemos afirmar que o prefeito de Tupã, SP, Waldemir Gonçalves Lopes (PSDB) perdeu para a equipe das Assistentes Sociais (A.S.) exatamente por W.O.
Nem a truculência do secretário de Administração e Finanças, Wilian Manfré, deu resultado, colocando a equipe A.S. na marca da cal, ratificando a intenção do Executivo em reduzir os salários mesmo contrariando a legalidade e constitucionalidade.
O time do prefeito jogou nos bastidores, tentou ganhar no tapetão, mas também perdeu e não entrou em campo para defendê-lo. Perdeu por W.O. O capitão da equipe no Legislativo, vereador Lucas Machado (PSDB) não dividiu a bola com Manzano. Enquanto Manzano tabelou com “Ribeirão”.
Lucas recuou na defesa e a ex-líder Telma Tulim fez “três cantos”, jogou no time das Assistentes Sociais sem sequer entrar no mérito da questão. Com o meio do campo congestionado, a “defensora” foi à tribuna para falar sobre lateral e chutou a bola pela linha de fundo. Deu bola fora.
No futebol, por exemplo, um W.O. pode ocorrer pela não-apresentação de uma equipe com no máximo 11 jogadores e no mínimo 7, dos quais um tem que ser o goleiro. O Executivo F.C. entrou em campo com o número mínimo (7) e contou com a seguinte formação: Lucas, Telma, Paçoquinha, Bagaço, Lucília, Ninha e Danilo.
Mas nem todos puderam atuar. Nesse caso, a regra é clara. Se no decorrer da partida a equipe jogar com menos do que o mínimo (7 jogadores), quer seja por jogadores lesionados, como é o caso do Ninha (Departamento Médico) que não possam ser substituídos ou por expulsões, a equipe também perde por W.O. Foi o que aconteceu.
Mesmo em desvantagem a equipe de apoio formada por Manzano, Ribeirão e Luis Carlos fez tabelinha com as assistentes sociais e dentro das quatro linhas da legalidade, a equipe do prefeito fugiu de campo pelo corredor dos vestiários e o árbitro determinou o fim da peleja impondo o recuou e, por conseqüência, a derrota ao Executivo.
CONVOCAÇÃO:
Para o jogo final foram convocados todos os parlamentares. As assistentes sociais contataram todos eles, menos dois: Danilo Aguillar (PSB) e Valmir Zoratto, “Padre Paçoquinha” (PSD). Danilo trabalha em São Paulo e só comparece às sessões ordinárias (2ª feira).
Já a assessoria do “Paçoquinha” informou que ele estava em viagem à Brasília. Teria ido buscar reforço com o deputado federal Walter Ioshi (PSD). Não deu nada certo. O time estava mesmo vendido na área adversária e o desempenho refletiu no campo político e repercutiu com a derrota por W.O.
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