CEMITÉRIO ABANDONADO EM BASTOS É SINAL DE DESRESPEITO
O matagal toma conta dos jazigos, ruas e deixa um aspecto de área “irregular”; tem até melancia entre os túmulos – ouça matéria
Após ter passado pouco mais de cinquenta dias, do Dia de Finados (2 de novembro), o cemitério municipal de Bastos (SP) apresenta características de completo abandono. O matagal que toma conta das ruas e dos jazigos chamou a atenção da população.
Reportagem fotográfica de Valdecir Luis feita a partir das 17h, deste sábado (27), revela a ineficiência e o descaso da Prefeitura com a manutenção do campo-santo.
Dentre esses quase dois meses, é verdade que choveu muito. De 2 de novembro a 27 de dezembro choveu (dias 2, 5, 8, 13, 17, 23 e 24/11, e nos dias 2, 8, 9, 12, 13, 14 e 15/12), mas sobraram outros quarenta dias para a administração manter a área condizente para um cemitério.
CHUVA E SOL
Sabemos que a combinação de calor e chuva – dias chuvosos, intercalados com dias muito quentes aceleram o crescimento do mato. Especialistas em agronomia garantem que estudos apontam que o mato cresce de 5 a 10 cm por dia, mas ainda assim, é assustador verificar o tamanho do descaso com o local.
De acordo com informações de populares, somente após o fato ganhar repercussão nas redes sociais é que a administração enviou uma equipe ainda neste sábado para iniciar a limpeza do cemitério.
Sem a presença de alguns imponentes jazigos de familiares da colônia japonesa, pelo tamanho do abandono em pleno centro de uma das mais importantes cidades do centro-oeste do estado, na região de Marília (SP), não é impossível afirmar que se trata de uma área “clandestina – irregular” e abandonada.
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