Comunidade São Pedro reclama ausência de padre
Os fiéis se sentem incomodados com as constantes viagens do pároco Luiz Henrique. Por outro lado, há integrantes do Conselho que o defendem – ouça matéria
Às vésperas da festa do Padroeiro – São Pedro, comemorado no dia 29 de junho, a comunidade da Paróquia São Pedro Apóstolo reclama das constantes viagens do padre Luiz Henrique de Araujo.
Os fiéis não curtem quase toda semana a Celebração, feita por exemplo, por um ministro de eucaristia, um diácono ou por uma irmã (freira).
Quando isso acontece, o padre já deixa as hóstias previamente consagradas, uma vez, que só o sacerdote tem a prerrogativa de fazê-la.
Em outras ocasiões, é preciso chamar um padre de outra cidade para celebrar a missa.
“O pastor deve pastorear suas ovelhas”, observou um fiel que não quis se identificar. “A Matriz de São Pedro tem apenas um pároco, e o mesmo deixa a comunidade para festar, ou para viagens que não são eclesiásticas, e deixa a paroquia ao “Deus dará”, continuou.
Conforme a comunidade, o padre Luiz Henrique é pago e tem sua missão de cuidar da paróquia que ele foi designado pelo bispo diocesano. Os fieis demonstram sentir a falta do padre.
AS PARÓQUIAS
São quatro paróquias na cidade. Cada paróquia tem um padre na atualidade e, além da própria comunidade, o pároco é responsável pelas capelas.
Paróquia São Pedro cuida das capelas – Nossa Senhora Aparecida, Sagrado coração de Jesus e Santa Rita de Cássia.
Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora cuida das capelas – São João Batista, Santo Antônio e Nossa Senhora de Fátima.
Paróquia São José, fica responsável pelas capelas – São Lucas e Imaculada Conceição.
Paróquia São Judas, pelas capelas – Nossa Senhora da Paz e, às vezes, por Arco Íris e os bairros – Dom Quixote e Aldeia Vanuíre.
RECLAMAR AO PAPA
A expressão popular “reclamar ao papa” é uma forma coloquial de dizer que alguém está reclamando ou se queixando para alguém que não tem poder ou autoridade para resolver o problema, como no caso da frase “Bota na conta do papa”, mas também pode se referir a uma reclamação literal dirigida ao Papa.
Em termos literais, pessoas podem apresentar reclamações ou petições ao Papa Leão XIV, mas neste caso específico, o Conselho Paroquial de Pastoral (CPP) deveria reclamar ao bispo diocesano.
O CPP reúne representantes de diferentes grupos e pastorais, para promover a participação e o diálogo entre eles, garantindo que a voz da comunidade seja ouvida.
O organismo auxilia o pároco na animação e coordenação da ação pastoral da paróquia.
O conselho acompanha a execução das atividades pastorais, avaliando os resultados e propondo melhorias, sempre em consonância com as diretrizes da diocese.
O CPP também pode atuar como zelador do patrimônio da paróquia, promovendo o cuidado e a conservação dos bens da comunidade.
Na Igreja Católica, o padre, como líder espiritual da paróquia, é fiscalizado pelo bispo diocesano, que faz parte da hierarquia da Igreja. Além disso, a própria comunidade paroquial, através do Conselho Pastoral e outras instâncias, também exerce um papel de acompanhamento e avaliação do trabalho do padre.
PADROEIRO
Há alguns dias apenas do início das festividades do Padroeiro – no período de 25 a 29, a comunidade São Pedro Apóstolo está toda mobilizada para promover a tradicional quermesse do Padroeiro, na Praça da Bandeira, como parte do Tupã Junina, quando a ausência do pároco foi outra vez observada.
Em suas redes sociais, postagens ao lado de artistas em possíveis festas juninas, em Curitiba-PR.
“Desgarrado de suas ovelhas, mas sempre bem acompanhado de ilustres figuras do mundo artístico, seja em shows, pescarias, entre outros do gênero, mas sem nenhum vínculo religioso”, pontuou o reclamante.
OUTRO LADO
O padre Luiz Henrique foi procurado para se posicionar, entretanto, não foi encontrado. O secretário informou que ele participava de um evento nesta quarta-feira (25).
Um integrante do Conselho Paroquial, que optamos por não identificá-lo também se demonstrou surpreso ao saber que algumas pessoas da comunidade estariam descontentes com o desempenho do padre.
“É através desse seu relacionamento que a comunidade mais tem a ganhar”, apontando para um ciclomotor estacionado na entrada da matriz e que será rifado para reverter o recurso na reforma da igreja.
Em seguida revelou que o padre viabilizou 800 frangos para a quermesse do Padroeiro e, em julho, haverá o leilão de gados em prol da paróquia.
“Lamento, acredito que quem pensa o contrário, não conhece nada sobre sua religião ou a comunidade a que pertence”, opinou o conselheiro.
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