Concursos sob suspeita: até médicos tiveram provas refeitas na Saúde
A fala do secretário de Administração, Willian Manfré, na sessão da Câmara de segunda-feira (7) só serviu para tirar algumas dúvidas técnicas que a reportagem do Blog ainda tinha em relação a outros concursos promovidos pela Prefeitura de Tupã (SP).
Ele disse que provas de concurso público para médicos não são terceirizadas por conta do baixo número de profissionais inscritos, por isso, o processo é realizado pela própria administração.
O questionamento é o seguinte: ora, se a Prefeitura pode interferir no resultado classificatório de um concurso como o realizado dia 2 de outubro, mesmo tendo sido terceirizado; como seria a aplicação de provas até a divulgação de um concurso todo ele elaborado, aplicado e divulgado pelo próprio Poder local?
Manfré vai dizer que desconhece. “eu não estava na Secretaria”. Verdade, ele não estava e não está. É como se não estivesse. Assim como o prefeito, parece continuar pescando. Ele não voltou a licença médica.
O secretário de Governo Adriano Rogério Rigoldi é quem comanda tudo. Ele coordena, aplica e seleciona quem serão os aprovados nos concursos da Prefeitura. O vice-prefeito César Donadelli, assisti a tudo, recebe ordens e as distribui.
Vai para casa Manfré! Você entrou no olho do furacão e não sabe a direção que o vento sopra. Até médicos foram “aprovados” em concurso público, sem que tivesse tirado nota suficiente para tal. Assim como para médicos que eventualmente atuam na rede de saúde do município, outros profissionais da área, eram escolhidos a dedo por Adriano Rigoldi.
As provas eram até refeitas dentro da própria Secretaria da Saúde por algumas funcionárias de confiança. Adriano, interferiria em tudo. exigia que provas fossem refeitas até para cargos de agente comunitário. Os escolhidos, tinham provas refeitas e notas adulteradas para mais.
Em seguida, após o resultado divulgado, era preciso queimar todo o material numa chácara de propriedade de uma das funcionárias do setor. Mesmo indignada, a funcionária se sujeitava ao mandatário sob pena de sofrer represália.
Mas, as funcionárias não são isentas de responsabilidade. Elas sabiam que praticam uma ilicitude, com prejuizos a centenas de pessoas que batiam à porta da Secretaria, exigindo explicação sobre o resultado. As funcionárias, também foram premiadas em concursos futuros. A partir daí, se instalou em Tupã a máfia dos concursos que só o Ministério Público pode e deve combater.
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