CPD: coração da prefeitura ou “ninho” da oposição
Danos em programas incluem fraude por suposto roubo de informações na prefeitura de Tupã-SP.
A maioria das organizações está ciente das ameaças à segurança vindas de pessoas estranhas, porém, pessoas mal intencionadas dentro do ambiente de trabalho podem representar um risco ainda maior.
As descobertas dessa investigação específica se baseiam em análises do conteúdo realizadas em vários computadores da prefeitura. Foram utilizados métodos de camuflagem sofisticados. Desta forma só os supostos invasores, poderiam obter os dados carregados dos computadores infectados.
Além de diversos vírus foram encontrados programas que são utilizados para ciberespionagem, senão, vejamos: keylogger.
A tradução de keylogger seria registrador de teclas, é exatamente isso que eles fazem, registram tudo que foi digitado no teclado, inclusive as senhas obviamente.
Estes programas são usados especialmente por pessoas mal-intencionadas para furtar as senhas de orkut, MSN, e-mails ou até senhas de contas bancárias. Estes dados registrados, pelos keyloggers (ou simplesmente KL), são enviados por e-mail para o hacker que o programou.
MSN Sniffer
A ferramenta MSN Sniffer possui a função de capturar as mensagens instantâneas que trafegam pela rede com protocolos como MSN, Yahoo messenger, jabber. A ferramenta pode ser usada tanto com rede sem fio como em rede com fio, bastando simplesmente selecionar a interface de rede na qual encontra-se ligado.
O MSN Sniffer permite visualizar em tempo real as mensagens instantâneas que trafegam pela rede, e tambem existe a possibilidade de capturar as conversas que ocorrem por meio de vídeo conferencia podendo ser salvo em formato de vídeo.
Trojan Horse
Trojan Horse é um tipo programa malicioso que pode entrar em um computador disfarçado como um programa comum e legítimo. Ele serve para possibilitar a abertura de uma porta de forma que usuários mal intencionados possam invadir seu PC.
“Ninho Tucano”
A Polícia esteve na prefeitura de Tupã depois de três dias da posse do prefeito Manoel Gaspar (PMDB), no dia 4 de janeiro para investigar suspeita de ato de vandalismo contra o patrimônio público.
Programas de computadores de várias Secretarias foram apagados. Havia suspeita sobre um dos indicados pela vereadora Telma Tulim (PSDB).
O suspeito ocupou cargo de confiança na administração Waldemir Gonçalves Lopes (PSDB) e teria permanecido no cargo a pedido da vereadora. Em troca ela votaria no vereador Antonio Alves de Sousa (PP) para presidente da Câmara.
Terreno minado
Waldemir Gonçalves Lopes deixou para Manoel Gaspar um terreno minado. Os efeitos já começam ser notados na suposta influência da ex-secretária Carla Ortega na exoneração da professora Ana Cláudia Kutinieki e na pilantragem de espionagem nos programas mantidos em computadores em rede da prefeitura de Tupã.
Ao longo de 8 (oito) anos, Waldemir exerceu uma das administrações mais devassas que Tupã já viu. O município foi administrado por uma turma que não mediu esforços para deixar bem claro sobre quem detinha o poder. Profissionais de carreira foram perseguidos, acusados e julgados sumariamente.
Acuados alguns desistiram da briga e outros foram à Justiça para provar suas inocências. Os cargos vagos ou surrupiados eram ocupados por integrantes do staf da administração que eram contemplados através de concursos públicos fraudulentos.
Entre os beneficiados (as) estão secretários e agentes políticos ligados ao PSDB: Aracelis Gois Morales Rigoldi, Carla Ortega Brandão, Adriano Rogério Rigoldi, Eliseu Borsari Neto, filho do vice-presidente do PSDB, parentes de vereadores, entre outros ocupantes de segundo e terceiros escalões.
Como uma teia de aranha, essas pessoas em postos estratégicos passam a minar seus adversários, seja obstaculizando ou comprometendo ações que permitem questionamentos de adversários. Colocam em xeque ações administrativas capazes de inviabilizar projetos e programas.
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