Filho pródigo: ex-secretário da Saúde e administração de Tupã-SP enfrenta desconfiança da Câmara na volta para casa
Terminada administração Waldemir Gonçalves Lopes (PSDB) alguns ex-secretários tentam voltar às origens dos seus respectivos cargos e encontram a desconfiança na volta para “casa”. É o caso de Wilian Roberto Manfré Martins (PSDB) que atuou como duplo secretário nas áreas da saúde e administração.
O cargo de origem é a Câmara. Concursado atuava no setor administrativo-jurídico e deixou o cargo depois de aceitar convite do prefeito Waldemir para ser seu secretário. Na “escolinha” do professor se transformou assim como outros secretários, quando chegaram ao poder. Esqueceram as origens e magoaram servidores, colegas de trabalho e a população na defesa de interesses obscuros.
Como secretário da Administração, Martins defendeu os concursos sob-suspeitas de fraudes que prejudicaram centenas de pessoas, enquanto a própria mulher era beneficiada. Além dela, os secretários de Governo, Adriano Rigoldi e de Meio Ambiente, Eliseu Borsari Neto (PSDB), além do próprio cunhado do prefeito.
Como secretário da Saúde, Martins disse que o atendimento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) foi prejudicado porque o povo foi ao local “experimentar” o atendimento. Como quem dissesse: “o povo foi experimentar injeção errada, negligência médica e até a morte, pelo simples prazer de querer testar a novidade”.
Em entrevista à imprensa como representante da Saúde do município pediu que a população se automedicasse ao invés de ir a UPA. “Eu faço isso com meus filhos, quando eles têm problemas de saúde”, afirmou. A sugestão é condenada pela medicina.
Como integrante da “tropa de elite” do prefeito comandou ao lado da vereadora Telma Tulim (PSDB) tentativa de intimidar o blog com processos pedindo indenizações de R$ 50 e R$ 10 mil respectivamente, alegando terem sido caluniados e difamados na questão dos concursos que estão sendo investigados pela Justiça.
Debochado, Wilian Manfré Martins usou o termo “boquinha” de forma depreciativa ao próprio cargo que ocupava, quando tentava explicar-se sobre os desmandos na área da saúde. Acreditava que quem denunciava as mazelas administrativas do Governo Waldemir, pretendia ocupar o cargo dele ou a “boquinha” como ele próprio rotulou a pasta que ocupava.
Portanto, Martins que havia deixado a sua casa, foi convocado a retornar, mas procurou a Justiça para se manter ao lado do poder. Terminado o pseudo poder, quer retornar ao Legislativo, mas como filho pródigo da parábola bíblica enfrenta a desconfiança dos vereadores.
Ele pretende voltar, mas como assessor parlamentar do vereador José Ricardo Raymundo, “Ricardo Lajes Tamoyos” (PV). “Acontece que o pecado praticado na vida de egoísmo e, em busca dos prazeres do poder o fez desperdiçar seus eventuais dotes e amargar a possível tristeza dos dissabores da desconfiança de seus irmãos”.
Sem a permissão da Mesa da Câmara, Wilian Manfré não poderá exercer o cargo de assessor parlamentar e deverá buscar na Justiça o contrário daquilo que pretendia há três meses. O filho pródigo sempre volta à casa do pai, mesmo depois de gastar todos os seus créditos. A busca é pela manutenção da boquinha. Questão de sobrevivência. Quem viver verá!
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