“Marquinho Calheiro” foi morto em Bastos com golpes de barra de ferro
O corpo foi desovado em Parapuã e a camionete de sua propriedade queimada em estrada rural. Os autores do crime já foram identificados pelos prenomes de: Lucas, Pedro e Kauan – ouça matéria
A investigação sobre a morte de Marcos Roberto dos Santos Teodoro, 36 anos, o “Marquinho Calheiro”, que residia em Iacri (SP), está sendo realizada em várias frentes diante da complexidade.
Além da polícia de Parapuã (SP), local onde o corpo foi encontrado, atuam para elucidar o caso – a DISE – Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes, por suspeita de relação com tráfico de drogas, e a DIG – Delegacia de Investigações Gerais de Tupã (SP), responsável por desvendar crimes de autoria desconhecida.
A investigação caminha na direção de que, Marquinho Calheiro se deslocou de Iacri para Bastos (SP) e teria se encontrado com três homens para “acertar contas sobre dívida”, mas o desfecho não foi o esperado.
Os autores do crime foram detidos, ouvidos e liberados após identificação. A Polícia prossegue com as investigações por acreditar que há muito mais coisa envolvida neste crime, além da suposta dívida de apenas R$ 280,00.
A MORTE CRUEL
Marquinho Calheiro foi dominado dentro de uma casa no Jardim Esplanada, em Bastos, e atacado repentinamente, com golpes de barra de ferro, desferidos contra sua cabeça até desfalecer. As paredes do imóvel ficaram sujas de sangue. Segundo as primeiras informações, também apresentava um corte no pescoço.
Em seguida, o corpo foi colocado na camionete S-10, placas de Bastos, encoberto com um encerado azul e desovado em Parapuã.
O crime foi descoberto após populares avistarem fogo em um canavial às margens da vicinal que liga Bastos a Usina Califórnia, em Parapuã – acesso à Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425).
Quando as testemunhas chegarem para apagar o incêndio, encontraram um corpo parcialmente carbonizado, com uma faca encravada no pescoço e vários ferimentos na cabeça.
A identificação foi possível através de parte da camiseta que a vítima usava, que continha a inscrição de seu nome e a atividade em que trabalhava. Além disso, houve a confirmação por parte do Instituto de Criminalística de Tupã, ratificando de que realmente se tratava de “Marquinho Calheiro”.
No mesmo instante em que o corpo da vítima era encontrado, a camionete era localizada incendiada na estrada rural de Bastos a Iacri, na mesma noite de quarta-feira, dia 27. Estava completamente destruída.
O veículo foi vendido pelo proprietário a um terceiro e, este a vendeu para Marquinho Calheiro, que também não a passou para seu nome.
A tentativa de carbonizar o corpo e queimar o veículo tinha a intenção de dificultar a identificação da vítima e a de apagar vestígios que pudessem chegar a autoria dos criminosos.
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