MILÍCIA DIGITAL RELIGIOSA TENTA DERRUBAR PÁGINA JOTA NEVES
Suposto “Ministro da eucaristia” está por trás do movimento – ouça matéria
Desde a publicação da matéria sobre a transferência de padres de Tupã (SP), na quinta-feira (16), a fanpage do portal Jota Neves “A Notícia sobre o Fato”, vem sofrendo ataques promovidos por uma milícia digital ideológica, com objetivo específico de oposição a valores democráticos. O direito à liberdade de expressão. Saiba mais: Padre “Capitão América” será transferido para Marília
A investigação realizada pelo site em grupos de aplicativos constatou que centenas de pessoas, em vários grupos espalhados em Conselhos da comunidade católica atuaram de forma coordenada para derrubar a página do Facebook.
ÊXODO
De acordo com a Igreja Católica, é através dos Conselhos “o novo jeito de ser Igreja-família, Igreja-participação, Igreja-comunidade, Igreja-povo. Nela, todos os fiéis são corresponsáveis pela vida cristã e pela missão evangelizadora”.
A Bíblia também fala sobre os Conselhos: Êxodo 18,13-27: “Moisés organiza o povo em grupos para melhor conduzir a convivência entre as pessoas e a sociedade”.
Mas, em Tupã, esse conceito tem sido demonstrado nas redes sociais e em aplicativos como um extremismo religioso que se manifesta em movimentos, promovendo ações que se desviam das normas sociais e podem resultar em ódio contra o jornalista. Essas atitudes são consideradas extremas por estarem fora do consenso social da sociedade.
“RECADO IMPORTANTE”
Em um dos grupos, ainda na quinta-feira, às 10h26, uma publicação chamava a atenção dos participantes do grupo ECC – “Encontro de Casais com Cristo”. “ATENÇÃO – RECADO IMPORTANTE”. “Irmãos, o jornalista J. Neves fez uma reportagem mentirosa sobre o nosso e de outros padres e uma forma de punir fake News é denunciando a página”, comunicou, segundo consta, alguém que seria “ministro da eucaristia”.
A IDENTIDADE

Mais tarde, diligências feitas pela equipe do portal Jota Neves, identificou como responsável pela convocação aos fiéis, Valdenir Trombella “SETA”. Este é seu nome de identificação no grupo de WhatsApp.
Na sequência o que se vê no grupo são dezenas e dezenas de seguidores confirmando a decisão de censurar e punir para aquilo que eles acreditam ser notícia falsa. Uma fonte revelou que existem vários grupos e, em alguns, tem mais de 250 integrantes.
EXTREMISMO
Os extremistas aderem a interpretações das suas crenças, justificando ações que muitas vezes contradizem os princípios de paz e tolerância associados à maioria das religiões.
Em vez de usar a religião como uma fonte de paz, a utiliza para espalhar ódio e intolerância contra aqueles que não compartilham as mesmas ideias.
Muitas vezes, o extremismo se opõe a conceitos como democracia, diversidade e direitos humanos, buscando impor sua visão de mundo de forma totalitária, muitas vezes desrespeitando os direitos de quem pensa diferente. É como um partido político extremista, por exemplo, se opõe à ordem constitucional e à democracia.
CRIME
A luta contra o extremismo envolve dentre outros conceitos a aplicação da lei: O crime de intolerância e outras formas de “violência” motivadas pela fé são crimes passíveis de punição.
Leia também:
Prefeito evangélico cria jogo de azar para “salvar a economia” do município
Comunidade São Pedro reclama ausência de padre
Share this content:



2 comments