Exclusivo: Ministério Público deve agir para impedir incineração de documentos
O Ministério Público de Tupã deve notificar a Prefeitura sobre a necessidade de preservar documentos relacionados ao famigerado concurso público que tornou-se o assunto mais discutido em toda a cidade.
É que pairam suspeitas de irregularidades em todo o processo que atraiu cerca de 1.300 pessoas para vários cargos disponibilizados. Mas, apadrinhados políticos e até secretários municipais aparecem com os nomes relacionados como aprovados.
Outros concursos feitos anteriormente nas áreas do turismo, educação e saúde já haviam indícios de manobras para apenas efetivar quem a administração queria. Uma informação de fonte fidedigna afirmou que as provas eram corrigidas e acertadas nos gabinetes dos respectivos secretários.
Rascunhos e documentos que poderiam elucidar a fraude eram destruídos rapidamente. Dois locais teriam sido usados para apagar qualquer prova que comprometesse a maracutaia do “concurso” dirigido, sempre pelo secretário de Governo Adriano Rogério Rigoldi.
Um destes pontos teria sido a área da Represa do 7 de Setembro. “O outro local, foi no incinerador da Santa Casa de Misericórdia de Tupã”, informou uma testemunha que prefere não se identificar temendo violentas represálias.
O incinerador era fornecido pela provedoria do hospital, cujo um dos diretores teria afinidade com o secretário de Governo. A propósito, neste concurso, ele foi um dos possíveis beneficiados, além do secretário de Meio Ambiente Eliseu Borsari Neto.
O concurso atraiu mais de mil pessoas acreditando na democracia do pleito, onde as oportunidades seriam iguais para todos. Mas como o próprio slogan da administração diz, a terra de oportunidades chamada Tupã é explicita para os amigos do Poder.
Se já não bastasse ter aprovado em outros concursos as secretárias Aracelis Gois Morales (Turismo) esposa do Rigoldi e Carla Ortega Brandão (Educação), agora outros agentes políticos ligados ao PSDB e outros partidos da base de sustentação da administração, teriam sido contemplados.
Para presidir o processo todo foi escolhida a escolhida anterior, ninguém mais que a secretária Carla Ortega Brandão. Mas, nesta quinta-feira (27) o secretário de Administração Willian Manfré já teria sido cobrado sobre a manobra que possibilitou a participação no concurso do secretário Adriano Rigoldi.
A vereadora Telma Tulim (PSDB) ex-líder do prefeito na Câmara, acredita que foi traída na confiança. Teria sido convencida a votar a favor da alteração na lei, para retificar o edital. O vereador Valdemar Manzano (PDT) quando percebeu, alertou:”tá cheirando favorecer alguém”, se referindo ao homem forte do Governo Waldemir Gonçalves Lopes, o secretário Adriano Rogério Rigoldi.
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