Passional: briga no “ninho” tucano quase entrega partido para situação
Mas a fumaça deverá apontar Waldemir como o “Papa” do PSDB
Um desentendimento “passional” entre o ex-prefeito Waldemir Gonçalves Lopes e os vereadores do PSDB, por puro sentimento de “paixão” quase entregou a sigla à situação. Isso aconteceu porque teria havido um suposto acordo no período eleitoral onde Waldemir prometera deixar o comando do PSDB para um dos seus “fiéis” parlamentares.
Mas, como no campo político ninguém é dono de ninguém e ao mesmo tempo todo mundo se acha no direito de acreditar que exerce controle e domínio sobre o outro; é possível afirmar também, como no dito popular “que traição se paga com traição”. Houve ciúme.
O ciúme que Waldemir sentiu foi providencial e trouxe novamente para debaixo das asas tucanas a ninhada que pretendia se debandar com o partido para o projeto do “o Sol nasceu prá todos e também para você”, diria o slogan do ex-governador Orestes Quércia.
Neste enquadramento, argumentando ter ciúmes devido aos comportamentos dos (as) companheiros (as), reais ou imaginários, que não controlam, ciúmes estes gerados por essa situação, que os levam a cometer insanidades, Waldemir conhece o terreno. Afinal, os vereadores em questão são: Augusto Fresneda Torres, “Ninha”, a ex-líder Telma Tulim e o novato Caio Aoqui.
Aoqui é inocente nesse quesito, mas mesmo assim, os três eram da situação à época da eleição e hoje passaram de opositores as situacionistas outra vez. Nessa condição, Waldemir se sentiu traído e com conhecimento de causa, afinal trair “é a especialidade dele no campo político”, diria Manoel Gaspar que o fez sucessor e tornou-se o seu também.
Mas para encerrar a prosa, no domingo, Waldemir vai ser confirmado como presidente do PSDB. “Nós fizemos um acordo. Cedemos um pouco e o professor outro”, declarou Aoqui. Realmente em questões passionais não dá para alegar que agiu tomado por “violenta emoção”.
A propósito, Juridicamente, o passional é um crime como outro qualquer e não se enquadra na figura penal como atenuante. É paixão partidária mesmo. Eu diria que apesar do acordo ainda há o “periculum in mora e o fumus boni iuris”. Essas duas expressões latinas significam, literalmente, “perigo na demora” e “fumaça do bom direito”. Pode ser tarde demais e “onde há fumaça, há fogo”.
Mas se no conclave de domingo, a fumaça for branca, pode significar que a intenção de Waldemir seja ainda de voltar à casa branca como “Papa”; agora se for escura, a casa rosada pode se revelar uma verdadeira caixinha de surpresas e da sacada que da para a Praça da igreja de São Pedro, firmar um novo pacto de fidelidade moral e partidária. É fogo na palha e incinera os documentos.
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