Tropa de elite do prefeito brinca com concurso que enganou centenas de pessoas
Um processo que tramita na Justiça de Tupã já seria suficiente para colocar em xeque um dos concursos realizados pela prefeitura. Nesse caso, o candidato pleiteou um cargo de Agente de Trânsito. Soube demais e foi barrado.
Procurou o secretário de Governo, Adriano Rogério Rigoldi e acreditava que estava falando com alguém capaz de moralizar o certame. Ledo engano. É o principal acusado de comandar a fábrica de sonhos. Todos seus amigos, familiares de secretários e qualquer um que tenha ligação com Waldemir Gonçalves Lopes é aprovado.
O vice-prefeito Cesar Donadelli não escapa desse escândalo que mobiliza além das 1.300 pessoas que se inscreveram, seus familiares e a população em geral que comentam nos quatro cantos da cidade, a possível imoralidade administrativa.
Outros concursos também ficaram sob suspeita; os que aprovaram as secretárias Aracelis Gois Morales (Turismo) Carla Ortega Brandão (Educação) além de várias pessoas ligadas à área da Saúde, pasta que foi comandada por Donadelli e, por último por Antonio Brito.
Uma funcionária da Saúde, aprovada neste último concurso e que já enfrentou um dos vereadores da Câmara Municipal, era a responsável em desaparecer com documentos que poderiam comprovar as fraudes que aprovaram muitas pessoas na área da saúde.
Uma chácara na região da Represa do Sete de Setembro, era o local da desova. Uma micro empresária sob investigação, mulher de um promoter foi uma das contempladas. Isso posto, além de outros fatos comprometedores que podemos citar oportunamente, demonstram que outros concursos da prefeitura, também foram possivelmente adulterados nos gabinetes correspondentes ao cargo.
TROPA DE ELITE
Enquanto isso, ou antes da publicação feita pelo Blog, os felizardos brincavam ao telefone, numa alusão ao fato de que o secretário de Meio Ambiente Eliseu Borsari Neto, passou numa situação de melhor colocação que o secretário de Governo Adriano Rigoldi. Como se quisesse dizer: “você passou na frente do chefe?” O outro retruca: “não sabia que era a vez dele!” e, dão risada como se zombassem da maioria prejudicada por um processo imoral, como afirmou o vereador Valdemar Manzano Moreno (PDT).
A ex-líder do prefeito Waldemir Gonçalves Lopes, a vereadora Telma Tulim defendeu bem essa situação, na tarde dessa terça-feira (1º) ao se encontrar rapidamente com o atual líder, Lucas Machado(PSDB). “Bem feito. deram muito na cara.” Tulim se referia a repercussão que teve o caso.
Por outro lado, não teve muito o que comemorar na noite de segunda-feira (31). Pela segunda vez a defensora das mulheres deixou de defender suas eleitoras que prestaram o concurso e foram humilhadas pela ação dominadora da Tropa de Elite do prefeito Waldemir Gonçalves Lopes.
Telma Tulim, omitiu duas vezes. Fez como Judas, negou pela terceira vez quando Antonio Alves de Sousa, “Ribeirão” (PP) confessou ter ouvido os reclames da colega na defesa do filho que supostamente iria ser prejudicado pela trama do gabinete.
Mas Tulim é perspicaz e consegue transitar entre o legal e o imoral. O legal e o ilegal com tranquilidade de quem conhece o terreno movediço entre o Executivo e o Legislativo. Assim como Judas, negou; também lavou as mãos, como Pilatos. É ficar entre a cruz e espada.
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