Castelo de Areia: falsidade eleitoral é ameaça à Casa Branca
“Princesa” perde sapato e “príncipe” vira sapo

Se você já ouviu dizer que a cena da novela é parecida com a realidade, então é possível que a ficção pode imitar a vida como ela é. Na vida real, nada é diferente da ficção e vice e versa. O sapo vira príncipe e a plebéia vira princesa da noite para o dia. Era manhã de sexta-feira (18). Local, adequado para políticos que precisam reciclar seus conteúdos discursais.
Sorrisos falsos e palavras ainda mais inverídicas sob o castelo de areia em formato de tenda que arma-se sobre a Casa Branca, instalada na Praça da Bandeira que emerge sinal tremulo sob os raios fulgidos ao lago do espelho, repleto de traíras e cascudos e pacus escamosos. Ah, há sapo também que imagina-se príncipe encantado sob efeito do poder. O Rei-rico e dominante alicerça-se na calçada da fama. Já a princesa perdeu a liderança, mas não perdeu a majestade. Perdeu o sapato. Que coisa!
Quanta falsidade. O que motiva a manutenção de tantas caras e bocas, sorrisos, abraços e tapinhas nas costas. Cumprimentos jamais vistos, nem em casamento Real. Parece surreal. E é. A princesa do conto de fada desfilava acenando quando ouviu: “agora, a minha, a sua, a nossa…”. Nossa! Eis que ela sai em desabalada carreira escadarias acima e perde o calçado na calçada da “fama”. Na lama.
O MC entoa: “a princesinha perdeu o sapatinho foi?!” Mas um súdito não mais que de repente chega todo ofegante carregando em uma das mãos, o sapato, número exato do pé da “Princesa”. Uma piada. O cerimonial virou motivo de chacota. Não era para menos. Falsidade a toda prova. O vice – presente que não versa mais sobre sucessão no Reinado, sente-se traído. Traído pelo Rei e pela “a minha, a sua e a nossa mais votada”.
Por outro lado, a “Princesa” descalçada sente-se traída pelo príncipe encantado pelo poder. Foi deposta da liderança e perdeu a aposta mesmo fazendo parte do mesmo “ninho”. As asas tucanas agasalham o PV, ex da ex-líder. Quanta demagogia e falsidade. É falso o aceno. Não é da Diana. O timbre da voz mudou, parece mais meigo, mas não é verdadeiro. “Espelho, espelho meu…o nosso, o seu…existe alguém mais bela (o) do que eu?”
Esse povo olha-se no espelho e mente a si próprio. Pior, acredita piamente naquilo que conta. Um conto de fada, sem alicerce. Um Castelo de Areia movendo-se ao sopro do vento. E o vento levou. Não entendo por que, quando o assunto é política, das duas uma: os roteiros me lembram novelas, filmes de ação ou de operações policiais. Operação “Castelo de Areia”. “A casa caiu”. Fala baixo, tem gente descalça. Ah, princesa, olha o sapo. A lagoa fica ao lado. É bom reciclar os conceitos. Chega de lorotas!
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