Delegado de Herculândia desmente onda de violência
Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução
Eduardo Saran também descredibilizou depoimentos de internautas. Ouça texto
O delegado de Herculândia, Eduardo Augusto Saran desmentiu que a cidade esteja atormentada pela violência. Segundo ele, “as estatísticas de criminalidade são baixas – até a violência doméstica caiu”, garantiu prometendo divulgar um balanço oficial com os dados.
O titular da Polícia Judiciária no município também lembrou que os dois últimos homicídios registrados foram esclarecidos em poucas horas, como resposta à criminalidade e questionou os depoimentos de alguns internautas. Saiba mais: Internautas repercutem onda de violência em Herculândia
“Esse Willian que critica o prefeito e a gente não é merecedor de credibilidade. Ele responde a dois boletins por violência doméstica contra a esposa e, por agressão, ameaça e coação contra um senhor de 90 anos – crimes com base no Estatuto do Idoso”, disse o delegado.
O delegado Saran faz referência a Willian Almeida, que apontou para suposta omissão das autoridades municipais. “Existe sim uma omissão por partes das autoridades, um Conseg que não funciona e um delegado que tudo pra ele é lesão corporal. Herculândia é uma cidade pequena, é inadmissível tantos homicídios e tanta violência nas escolas e nas ruas. Muito triste”, comentou.
O CONSEG – Conselho Comunitário de Segurança é um espaço no qual a comunidade pode se reunir e discutir estratégias de enfrentamento aos problemas de segurança, tranquilidade e insalubridade, orientados pela filosofia de polícia comunitária.
“ESTATÍSTICA PARALELA”
A série de matérias programadas pelo blog – sob o tema Herculândia Atormentada pela Violência tem por objetivo contribuir com o debate político e de segurança com os poderes constituídos, incluindo o Judiciário e a sociedade civil organizada. Saiba mais: Herculândia atormentada pela violência
A origem surgiu após consultar vários vídeos de agressão, espancamentos, envolvendo mulheres em disputas por homens e, de homens, como o do último homicídio registrado na cidade, em disputa por mulher.
Independente de números oficiais sobre a violência em Herculândia, existe uma “estatística paralela” – das ruas, dos lares e dos corredores das escolas que amedrontam alunos, professores e a maioria da população refém de um “estado de sítio” verificado ao cair da noite.
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