Eleições 2012: Waldemir determina ao staff usar carro velho para não demonstrar enriquecimento
Nesta quarta-feira (29) dia extra do ano bisexto a reportagem do blog percorreu os corredores do Paço Municipal de Tupã e ouviu de fontes fidedignas que o prefeito Waldemir Gonçalves Lopes (PSDB) determinou em plena Lua Crescente que o calendário eleitoral permaneça em sintonia com o sol. E que os ventos continuem soprando também a seu favor, bem como, continuem a levá-lo além da imaginação.
Assim, como no ano bisexto, em cada quatro anos, as eleições determinam quem vai orbitar em torno e, sobretudo, no centro do poder. Para isso, uma série de medidas começa ser tomada para mostrar uma realidade surreal. A ordem é fingir que não possui o que possui, bens valiosos que possam demonstrar enriquecimento do staff administrativo. O casal da corte de Momo saiu na frente.
Ameaçado de ter que deixar a administração no começo desse ano, mais uma vez, a cartada foi dura e Waldemir de avaliador passou a ser avaliado pelos secretários. A intenção era tirar do centro do poder o secretário de Governo Adriano Rigoldi. Mas a secretária e esposa, Aracelis Góis Morales disse não e Waldemir teve que “engolir”. “Se ele sair eu também deixo o Governo”, teria desafiado o prefeito, a secretária do Turismo.
Apesar da rebeldia e da demonstração inequívoca de que Waldemir não tem tanto poder quanto imagina ter, o casal deu mais uma demonstração de cumplicidade com o chefe do Executivo e de forma obediente finge que não possui bens. À bem da verdade, desfila de forma garbosa num fusca que já não recolhe mais o seguro obrigatório, dado o estado precário do automóvel.
A tática, talvez nem seja a de demonstrar não possuir bens, já que todos sabem que o casal recebeu herança, segundo Aracelis. Por isso, foi possível comprar chácara, casa, reformar o imóvel através de uma empreiteira que passou a vencer licitação no município e até encomendar móveis planejados. Os investimentos da família vão de vento em popa.
Cunhado, irmã e mãe estão entre os bens valiosos da família. A propósito o cunhado do prefeito já assumiu o cargo de Fiscal de Renda? Ainda não! Nem Adriano, nem a mulher do secretário de Administração e Finanças. Enquanto tudo isso ainda não acontece, é preciso andar de carro velho.
Em ano eleitoral, andar de carro novo é mais prejudicial que fraudar concursos, licitações, cometer improbidade administrativa, peculato e associação para outros possíveis crimes administrativos de forma orquestrada e organizada.
Essa de andar de carro velho em ano eleitoral pode ter dois sentidos. Ou quer mostrar que não possui mesmo carro novo, ou que os vendeu para investir em novas ações domésticas e familiares. “Olha o coice”, pensou Waldemir. A porteira fecha. O problema é esse. Se fechar fica preso. E o coice? Não é coisa de irmão. É melhor “puxar” o carro e sair em desabalada carreira.
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