Gaspar pode criar mais uma Secretaria para abrigar opositor Amauri Mortagua
Da maioria dos vereadores que a coligação da candidata Lucília Donadelli (PV) e Waldemir Gonçalves Lopes (PSDB) fez, deve restar apenas dois (2). Luis Alves (PC do B) e Jose Ricardo Raymundo, “Ricardo Lajes Tamoyos” (PV).
O último a abandonar a “Nau Waldemir” deverá ser Amauri Sérgio Mortagua (PDT). O motivo é simples: ele precisa viabilizar a campanha do candidato que pretender apoiar nas eleições de 2014. Luiz Carlos Motta.
Luiz Carlos Motta é presidente da Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo. Em 2007, a Câmara Municipal entregou ao sindicalista a medalha “Luiz de Souza Leão”. Luiz Carlos Motta é tupãense e Amauri Mortagua é o presidente sindical local.
Os dois são do mesmo partido e quase todas as ações que podem ser “implementadas” para beneficiar a categoria dos trabalhadores (comerciários) estão ligadas ao partido de ambos.
Assim, Gaspar poderia criar, por exemplo, a Secretaria do Trabalho para Mortagua comandar e agir com o Sindicato em benefício da sua categoria. E os demais profissionais? É a pergunta que será feita.
Com espaço no governo Gaspar, Mortagua poderá trabalhar a campanha política para deputado estadual e ou federal do tupãense Motta. E o Waldemir? Ora, o Waldemir.
Os ex-líderes dele já o abandonaram: Danilo Aguillar Filho (PSB) e Telma Tulim (PSDB). Tulim que faz parte da diretoria tucana, comandada por Waldemir, eleito domingo passado (17) conseguiu no governo de oposição implantar a Casa da Mulher.
O ex-motorista Valdir de Oliveira Mendes, “Bagaço” (PSD) que já havia pulado fora do barco do PDT, abandonou a direção do “trator” e se juntou ao ex-desafeto Manoel Gaspar (PMDB).
Foi no mesmo pacote de presente da Telma e companhia para a eleição do presidente da Câmara, Antonio Alves de Sousa, “Ribeirão” (PP).
Assim, se efetivamente Mortagua vingar com seu projeto pessoal de ajudar o companheiro sindicalista, restará na oposição apenas Alves e “Lajes Tamoyos”. A “casa” vai desabar para as pretensões do ex-prefeito.
Isso também não significa que a situação ficará de bem com a vida. Já há descontentamento da base aliada em relação ao rumo que o governo Gaspar está tomando.
Desse jeito se a “casa” desabar para um, acredite se quiser vai faltar alicerce para o outro. Sem base nenhuma obra se constrói. Sem teto também não dá, mas Waldemir leva vantagem: ele tentou convencer todo mundo que o Espaço das Artes era uma casa muito bonita.
Não tinha teto, nem piso. Sem janela e sem porta. Era a “casa da mãe Joana”. A expressão foi usada pelo ex-prefeito para atacar advogados tupãenses que tentavam defender os doentes buscando na Justiça a garantia do remédio gratuito. Saúde!
A outra tirada do ex é “pé na cova” em referência a um servidor aposentado que também lutava na Justiça em busca dos seus direitos. Hoje a expressão é nome de programa na TV Globo. No “globo” político estará em jogo às eleições de 2016. Quem sobreviver ficará de fora da cova e verá.
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