Polícia começa investigar início vulnerável da administração Gaspar
Indicado pela vereadora Telma na mira da Polícia
A Polícia esteve na prefeitura de Tupã depois de três dias da posse do prefeito Manoel Gaspar (PMDB). O objetivo foi investigar suspeita de ato de vandalismo contra o patrimônio público.
Programas de computadores de várias Secretarias foram apagados. Há um suspeito de ter praticado o ato: um dos eventuais indicados pela vereadora Telma Tulim (PSDB).
O suspeito ocupou cargo de confiança na administração Waldemir Gonçalves Lopes (PSDB) e teria permanecido no cargo a pedido da vereadora. Em troca ela votaria no vereador Antonio Alves de Sousa (PP) para presidente da Câmara.
Telma que sequer havia conseguido qualquer Departamento que atuasse na defesa da mulher, nem mesmo quando ocupou a liderança do ex-prefeito agora terá uma Diretoria com essa finalidade.
Aliás, teria viabilizado ao menos três cargos de diretores e um deles seria ocupado por alguém que já será investigado sob suspeita de ter praticado crime contra a administração pública.
Segundo consta, os danos provocados em programas teriam até deixado o Departamento de Recursos Humanos (RH) com dificuldades em fazer o pagamento dos funcionários.
O leque aberto de compromissos assumidos pelo prefeito eleito Manoel Gaspar poderá comprometer sua administração. Há entre os ocupantes de cargos de confiança pessoas que eram de confiança de Waldemir Gonçalves Lopes, seus secretários e boa parte dos vereadores que faziam parte de sua base de sustentação.
Entre eles: Antonio Alves de Sousa, “Ribeirão”, Telma Tulim, Valdir de Oliveira Mendes, “Valdir Bagaço” (PSD), Augusto Fresneda Torres, “Ninha Fresneda” (PSDB), entre outros.
TERRENO MINADO
Waldemir Gonçalves Lopes deixou para Manoel Gaspar um terreno minado administrativamente. Ao longo de 8 (oito) anos, Waldemir exerceu uma das administrações mais devassas que Tupã já viu.
O município foi administrado por um bando que não mediu esforços para deixar bem claro sobre quem detinha o poder. Profissionais de carreira foram perseguidos, acusados e julgados sumariamente.
Acuados alguns desistiram da briga e outros foram à Justiça para provar suas inocências. Os cargos vagos ou surrupiados eram ocupados por integrantes do staf da administração que eram contemplados através de concursos públicos fraudulentos.
Entre os beneficiados (as) estão secretários e agentes políticos ligados ao PSDB: Aracelis Gois Morales Rigoldi, Carla Ortega Brandão, Adriano Rogério Rigoldi, Eliseu Borsari Neto, filho do vice-presidente do PSDB, parentes de vereadores, cunhado do prefeito, amante de outros integrantes do Executivo, primas, primos, irmãos e irmãs, entre outros ocupantes de segundo e terceiros escalões.
Como se nota, Waldemir fez em Tupã o que os Camarinhas sempre fizeram em Marília. Ao longo de mais de 30 (trinta) anos, outros políticos ocuparam o poder, mas sempre chegaram ao cargo de prefeito como coadjuvantes e sob o domínio direto ou indireto de José Abelardo Camarinha (PSB).
Quem desviou um milímetro do seu controle, era controlado pelos seus amigos e parceiros infiltrados dentro do poder que vazavam informações capazes de minarem seus adversários.
Nem o promotor aposentado José Salomão Aukar (1993/1996) escapou dessa trama. Administração corrupta na sua essência infiltra nos setores da administração seus integrantes.
Como uma teia de aranha, essas pessoas em postos estratégicos passam a minar seus adversários, seja obstaculizando ou comprometendo ações que permitem questionamentos de adversários. Colocam em xeque ações administrativas capazes de inviabilizarem projetos, programas, entre outros.
Gaspar precisa se cuidar contra esse veneno e usá-lo como o principal antídoto político para salvar sua administração que inicia um mandato vulnerável num terreno movediço. Isso é culpa do grande leque de acordos políticos para vencer uma eleição.
Essa eleição naturalmente seria fácil, como de fato foi. Waldemir nunca teve um candidato e ainda não o encontrou. Mesmo que fosse ele próprio, teria perdido a eleição. Aliás, ele quase perdeu para ele mesmo.
Carlos Messas (PTB) não teve apoio de nenhum partido político, não tinha recurso financeiro, não tinha equipe de trabalho, nem plano de governo e ficou a 2 (dois) mil votos de vencer a eleição contra Waldemir.
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