Possível crime anunciado: “no outro concurso será sua vez”, Donadelli
Como cita acima Arnaldo Jabor, não é fácil combater a corrupção, os desmandos administrativos, a improbidade, peculato e satisfazer a ganância daqueles que se sentam no poder e fazem de tudo para nunca mais largar a boquinha, como se refere o secretário de Administração Willian Manfré.
O mais novo integrante da tropa do prefeito Waldemir Gonçalves Lopes (PSDB) demonstra bem como o professor tem poder de sedução. Mestre na arte de ensinar, todos que se aproximam dele, se tornam discípulos fiéis da truculência administrativa.
Por causa das denúncias sobre concursos possivelmente fraudulentos, o Blog sofre grande pressão. De forma orquestrada e usando até ferramentas públicas, tropa de “elite” do prefeito provoca danos morais e materiais ao blogueiro. Ainda assim, querem ser indenizados em R$ 60 mil.
Além de ofender, tentar desmoralizar e desviar o foco da denúncia, Manfré ocupou a tribuna da Câmara adiantando sentença de suposta ação que moveria contra Jota Neves. A ex-líder do prefeito e vereadora Telma Tulim se sentindo protegida pela tropa enviada ao plenário do Legislativo na noite do dia 7, fez couro. “Eu também tenho sido vítima desse blog”, afirmou e também processou.
A ferramenta que deveria servir o povo é usada como parte da estrutura do arsenal para minar as forças de possíveis pessoas e ou adversários que não comungam a linha de pensamento da atual administração.
O Blog já recebeu e-mail oriundo da Prefeitura, ofendendo e tentando intimidar. Nenhuma providência é tomada por aquele que deveria ser o homem eleito pelo povo e que se diz moralista. Antonio Alves de Souza, “Ribeirão” (PP) também foi uma das vítimas do prefeito e do vice e versa, César Donadelli.
Uma das últimas contempladas com um cargo, agora concursada e que fazia parte da lista registrada em Cartório pela reportagem antes do concurso, como uma das que seria beneficiada, disparava e-mails pejorativos conta o ex-presidente da Câmara. Ribeirão reagiu e ela se segurou em César Donadelli e em Adriano Rigoldi. Motivo: ela sabe tudo sobre as fraudes nos concursos da prefeitura.
Exatamente ela e sua parceira dona da chácara onde documentos eram queimados que corrigiam provas até de médicos e daquelas pessoas que Adriano Rigoldi prometia “aprovar” em concursos públicos. Era nesta época que exigiam cargos por meios de “concursos públicos” e o vice-prefeito e ex-secretário da Saúde, César Donadelli dizia: “o Adriano não vai deixar vocês passarem nesse. No outro, no próximo será a vez de vocês”, revelou uma fonte fidedigna do Blog. O próximo aconteceu dia 2 de outubro.
Mas, fraudado ou não, mais uma vez, a tropa pode ter levado vantagem, porém, o chefe da tropa de “elite” foi flagrado numa tentativa de ao mesmo tempo ser fiscal de um contrato e fiscal de Renda em concurso sob suspeita de fraude. Uma ação foi protocolada pelo Ministério Público e o juiz Emílio Gimenez Filho concedeu liminar suspendendo o referido concurso.
A posse dos aprovados e “aprovados” aconteceria já no próximo dia 22. Para a Justiça, os dois atos acima evidenciam que a isonomia e da moralidade sofreram grave lesão. Como denunciou o Blog de forma sistemática, estes princípios jurídicos, “indicam situação de iminente prejuízo em desfavor dos demais concorrentes”, assinalou o magistrado.
Observou também, “presentes os requisitos do periculum in mora, diante da inviabilidade da posse dos aprovados em detrimento de outros candidatos de o fumus boni iuri, traduzido na ofensa da isonomia e da imoralidade”, deferiu a liminar o juiz Emílio Gimenez Filho.
Na ação movida pelo Ministério Público, também em decorrência possivelmente da denúncia protocolada pelo Blog, são réus: Waldemir Gonçalves Lopes, Adriano Rogério Rigoldi e a empresa Equipe Consultoria e Assessoria S/C Ltda.
Prefeito, Adriano, Manfré e Tulim, não estão levando em consideração em nenhum momento os possíveis danos morais que estão provocando a imagem da cidade e do povo tupãense, sobretudo, aqueles que pagaram por concursos “públicos” com provas corrigidas entre quatro paredes, na calada da noite ou em plena luz do dia e ao calor do fogo que incinerou.
A parlamentar comete um grande equívoco, em ter se demonstrado “indignada”. Indignada com o eventual prejuízo do filho, mas nunca dos cidadãos (as) comuns que tenham sido enganados por quem tinha o dever e a obrigação de fiscalizar a honestidade do certame. Omissão e prevaricação, para quem deixa de exercer sua obrigação e dever, são crimes. É o mesmo que transitar entre o moral e imoral, o legal e ilegal.
Nos dois casos, seja do Manfré ou da Telma Tulim, seus pupilos foram aprovados em outro concurso público (conselheiro tutelar). Complicou tudo. Agora não dá nem para saber se é coincidência ou ironia do destino. É trágico ou cômico? Talvez nenhuma coisa nem outra. Quem foi picado por cobra, tem medo do “fumus”, como diria o saudoso trapalhão Muçum.
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