Tragédia de Rio Bonito traz lembranças de formação de “supercélula” na região
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Tornados se formam de “supercélulas” que podem tocar o chão – ouça matéria
A tragédia registrada em Rio Bonito do Iguaçu (PR) após a passagem de um tornado na sexta-feira (7), e que deixou sete mortos e mais de 700 feridos, trouxe lembranças da formação de “supercélulas” na região de Marília (SP).
Uma dela foi registrada em Tupã (SP) na tarde de um domingo, dia 5 de junho de 2016, assustando moradores e motoristas, que transitavam pela rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294).
A grande nuvem, que se dissipou antes de atingir o solo, foi fotografada por diversos ângulos. A nuvem classificada por especialistas como “supercélula”, pode gerar tempestade intensa e tornados, além de se caracterizar pela rotação circular de ar, mas tudo não passou de um susto.
De acordo com Fernando Tavares, meteorologista do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (Ipmet) da Unesp de Bauru, em entrevista à TV TEM à época, o fenômeno se forma devido à instabilidade atmosférica e umidade em níveis baixos favorecem a formação de nuvens verticais.
“Normalmente o tornado se origina na supercélula e eventualmente pode tocar o chão. Caso atinja o chão, ele varia de 65 a 400 ou 500 quilômetros por hora, o que é bastante raro de observar.”
Em Rio Bonito, dentro da escala Fujita, relacionada à intensidade dos ventos e aos danos associados ao fenômeno, o tornado foi classificado preliminarmente com o índice F2 – o que equivale a ventos entre 180 km/h e 250 km/h. Porém, existem fortes indícios de que o tornado pode, em alguns pontos da cidade, ter ultrapassado os 250 km/h, o que mudaria a classificação para F3, informou em nota o estado do Paraná.
NUVEM DE TORNADO
O internauta Gustavo H. Mion relembrou de fato registrado em 6 de janeiro de 2013, o que segundo ele “O DIA QUE IACRI TEVE UM LIVRAMENTO”. Cidade localizada na microrregião de Tupã, com população semelhante à da cidade paranense que teve sua estrutura danificada em 90%.
“Uma tarde comum que, de repente, virou preocupação. Lá no bairro rural Ribeirão dos Índios, um redemoinho ganhou força, tomou forma e chamou a atenção de quem viu de longe e de perto. A matéria que compartilho neste post confirma: Segundo o professor José Tadeu Tommaselli, da Unesp, o fenômeno foi mesmo um tornado. Pequeno, mas perigoso capaz de gerar ventos de até 100 km/h. A combinação de calor forte com instabilidade naquela época do ano criava o cenário perfeito para isso acontecer.
O registro desse momento marcou muita gente. Entre elas, Catarina Nascimento, que voltava de Bastos e, ao ver aquele redemoinho assustador, fotografou e escreveu: “Galera de Iacri, voltando de Bastos vejam o que acabei de presenciar!!! Uma espécie de redemoinho? Um tornado? Sei lá, mas deu medo!!!”. Saiba mais: Nuvens “carrancudas” assustam moradores da região de Tupã-SP
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