Tupã-SP: cidade de crimes “perfeitos”?
A imperfeição está no modus operandi da investigação. Assim, culpados viraram inocentes e vítimas se transformam em “réus”. Alguns mortos. Elas não podem se defender. Nem crime de serial killer foi desvendado. Um rastro de mortes, sangue e impunidade.
Mas, os crimes não se ativeram apenas ao campo da lesão corporal grave e ou contra a vida. Onde há impunidade o maléfico se propaga pelas entranhas até das instituições públicas. Mistura-se público a privado e vice e versa e ninguém sabe mais distinguir o certo do errado, ou o errado do certo.
O certo é que, Tupã precisa de um choque de gestão e de moralidade. Limpar dos escritórios eventuais autoridades públicas que fingem defender o legal e moral e camuflam a ilegalidade, imoralidade e a criminalidade.
Da contravenção, descaminho, contrabando, pedofilia, enriquecimento ilícito, corrupção, abuso de autoridade e poder – a crimes contra os costumes e a vida de cidadãos, passando pela improbidade administrativa. O dinheiro é público mesmo.
O CIRCO
O circo chegou à cidade da região e armou a lona. Mas o buraco chamou a atenção. O palhaço empolgou. As artistas também. O olho penetra, a fuga e o tiro na cerca. Ninguém sabe a verdade. O artista morreu afogado em fuga.
Fugiu cercado. O produto do furto estava enterrado. “Ele se afogou e jogamos água para despertá-lo”. O flash fotográfico despertou o infrator.
A água era pública e na piscina tinha terra. O promotor afirmou ao repórter: “Ele pagou pelo serviço”. Manipularam documentos para dar caráter legal.
O “trapezista” saltou de “galho em galho” e caiu na própria armadilha. Um tiro pela culatra e mais uma morte. A fuga e mais duas mortes. Quem matou quem?
Quem morreu não fala. Quem falou não sabia. Quem sabia se calou. Crimes “perfeitos”? O corpo foi deixado na mala. A maleta foi carregada e o “cadáver” desapareceu. Quanto tinha e quem a levou? O crime “prescreveu” na aposentadoria. Houve instrução de cima. Quanto custou?
O RÁDIO
O dia amanheceu e encontraram a porta do casebre aberta e o rádio ligado. A música que entoava era do cantor Daniel. Na praça ele cantava o aniversário da cidade. Enquanto isso, testemunhas procuravam o senhor que como num passe de magia simplesmente desapareceu. Ele não foi encontrado. A horta ficou descuidada. O que ele sabia não importava. Era lixo mesmo.
Foi assim que aconteceu com um “andante”. Queimado feito lixo, no antigo calçadão da Rua Potiguaras. Outro morreu “atropelado” na vicinal Tupã/parnaso. O delegado investigou e não chegou à conclusão nenhuma?
Pelo esperma até “apertaram” um suspeito. Ele negou e “vazou” fora e tudo ficou por isso mesmo.
Um serial killer agiu à sombra da impunidade e atacava na calada da noite e na sombra da madrugada. Homofóbico como o pastor e deputado federal e agora presidente da Comissão dos Direitos Humanos, Marco Feliciano (PSC). Causou pânico entre os homossexuais.
Pelo menos uns seis foram mortos com requintes de crueldade. Enforcado, esfaqueado, a tiros, a pedradas e pauladas. Foram violentados e desonrados. Outros sobreviveram, mas se calaram. Até a Polícia. Quem sobreviveu não verá possivelmente jamais os crimes desvendados e os culpados punidos. Até uma autoridade teria sido investigada.
Foi embora. O material apreendido era apropriado de forma indébita. Isso se chama peculato. O ex-delegado da Polícia Federal em Marília e agentes foram presos e condenados por este tipo de crime. Terão que devolver R$ 1,5 milhão. Aqui nada. Põe na loja de comércio popular.
A direção no combate ao crime não é essa. Habilita-se e tenha autocontrole. Faça “escola” e ganhe pelo selo local. A propina do selo. Tele transporte-se à mensagem da justiça e igualdade social. Esperteza também pode gerar insegurança e disseminar mais violência.
LOTERIA
Enriquecimento ilícito é a mais nova modalidade de crimes praticados por gestores públicos em Tupã. Fazendas, sítios, chácaras, lotérica, carros, tudo como num conto de fadas, no país da maravilha. Calcula-se R$ 40 milhões em desvios em licitações fraudadas, fracionadas, notas frias para dar caráter legal à ilegalidade. As fraudes em concursos também significam prejuízos aos cofres públicos e ao cidadão.
Cidadão que prestou concurso e foi enganado por um bando que se apropriou do direito de errar em benefício próprio. E os outros, são apenas os outros. O prejuízo ao erário. Obras inacabadas – prejuízo dobrado. Obra “acabada” sem nada. Tudo de faz de conta na cidade do crime “perfeito”.
Por muito menos a mulher, filhos e o próprio prefeito de Limeira foram parar na cadeia, algemados como criminosos comuns e que de fato são. Comuns quanto à gente que se sente lesado e enganado. Condenado a pagar por crime que não cometeu. Se não há crime perfeito, calcula-se então que a investigação em Tupã foi simplesmente imperfeita.
É preciso mudar o comando a mando superior. Como diria o poeta, “o que não muda está morto”. Assim estão as vítimas e a investigação. Natimorto. Qualquer semelhança não é mera coincidência, é a mais pura verdade. Viva a injustiça e viva a impunidade na cidade dos “crimes perfeitos”.
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