Waldemir termina mandato melancólico e isolado dos amigos do poder e do “Rei”
O prefeito de Tupã-SP, Waldemir Gonçalves Lopes (PSDB) vai descobrir da forma mais dura possível que aqueles que o cercavam o tempo todo não eram seus amigos e sim, amigos do poder e do “Rei”. É possível que eu esteja entre os seus verdadeiros amigos. São seus verdadeiros amigos aqueles que o alertam quando tudo parece maravilhoso.
Os amigos do poder são aqueles que buscam sempre agradar o “Rei”. Os paus mandados. Os empresários donos de construtoras que buscam vencer as licitações de forma escusa e, ainda surrupiam os cofres públicos exigindo aditamentos de contrato em troca de propinas.
Por outro lado, Waldemir ao que parece não se preocupa muito com essa questão de ética, de verdadeiras amizades ou companheirismo. Seus amigos foram traídos por ele mesmo e seu ritmo ganancioso de administrar os bens públicos e pessoais. Sua administração foi um misto de interesse público/privado.
Ao término do seu segundo mandato, Waldemir parece sentir-se isolado. O vice renunciou e também se sente traído pela situação. Alguns secretários que bajularam e esbaldaram-se da coisa pública, demonstram interesse agora apenas pelos seus próprios negócios conquistados de forma suspeita.
O paço já não é tão freqüentado. O gabinete está vazio e frio. O telefone pouco toca. As preocupações com o futuro aumentam. O vazio “bate” e o arrependimento de algumas atitudes também. A partir do dia 31 de dezembro, todas as possíveis decisões, ações na Justiça e representações serão isoladas e sem bajuladores. Não haverá holofote, flash ou mestre de cerimônia. Waldemir já não será “o meu, o seu o nosso prefeito” e vice e versa.
Sem vice, sem o secretário de governo que comandou com mão de ferro o lado obscuro dessa administração, sem o líder na Câmara que também se sentiria traído; sem a sucessora também traída pela política, enfim, quanta traição. Os servidores e o povo arrependidos e sentindo-se traídos, voltaram e votaram ao que era antes: Gaspar.
O “REI” GASPAR
Dezembro aproxima-se, época de Folia de Reis e de relembrar os três Reis Magos: Gaspar, Baltazar e Melchior. Os Três Reis Magos são personagens bíblicos que visitaram Jesus quando do seu nascimento, logo após terem avistado no céu a Estrela de Belém.
Com relação aos seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melquior “O Rei é minha luz” e Baltazar “Deus manifesta o Rei”. E vai ser essa a função, sobretudo de Gaspar. Inspecionar tudo o possível para cumprir sua nova missão de prefeito eleito pela maioria do povo tupãense.
Porém, Gaspar não poderá esquecer-se que aqueles mesmos amigos do antigo “Rei” retornarão acreditando terem encontrado o novo “Messias” “O Salvador da Pátria”. Como que seguindo um guia, baterão a porta do Paço, com a mesma robustez de outrora. Ora, a hora é agora, é preciso ser magus.
O fato relevante é que a palavra mago deriva do latim magus e do grego mágos e significa sábio e sacerdote da Pérsia. Os Mágoi, ou Magos, faziam parte de uma casta sacerdotal detentora de todas as ciências, inclusive as ocultas. Pois, que todas as faces ocultas sejam desmascaradas. Que o “Rei seja nossa luz, num Natal às escuras” e que “Deus manifesta o Rei”. “E que Rei sou eu sem castelo e sem coroa?”. Viva Santos Reis.
Share this content:



6 comments