“Bonitão” e sua turma no tal “Parque Linear”
J.R. -Zé, roçaram o mato às margens da ferrovia abandonada na Rua Estados Unidos, ergueram um “trambolho” com blocos de cimento imitando uma entrada de castelo, maquiaram as ruas adjacentes e a volta da praça com faixas de solo e a noite foi a tal inauguração do que chamam de “parque linear”. Aí, deitaram falação e quais, quais, quais por mais de uma hora sem parar e depois que se foram a “animação” por conta da casa de shows existente na região e que infernizou a vida da vizinhança com arruaça e som alto até a madrugada. Nem em quermesse de periferia se vê coisa assim. Que lhe parece isso?
Z.P. -A mim, parece a história do menino otimista que ao acordar encontrou uma lata cheia de estrume em seu quarto e saiu feliz e saltitante achando que havia ganho um cavalo e além disso, terra de ninguém.
J.R. -Pois é, consideram isso e coisas assim, “respeito por você”. Já pensou como seria a inauguração (se um dia houver) da tal usina de álcool?
Z.P. -Nem pensar, João! Seria algazarra do tipo “zorra total” por mais de um mês.
J.R. -É meu caro amigo Zé, transformaram a aldeia num circo em que eles mesmos fazem o papel de palhaços e o povão, da geral aplaude e se diverte.
Afinal, segundo eles dizem, é de graça, mas pelo menos, bem ou mal fizeram mais uma das suas maquiagens.
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