Educação municipal de Tupã sob suspeita: Ministério Público deve investigar
Denúncia provoca mudança na direção das escolas…vereadora pode aprovar moção de repúdio pelas fraudes em concursos publicadas pelo blog!
A vereadora e doutora Lucilia Donadelli (PV) não vai perder esta oportunidade. Com certeza vai aprovar na Câmara uma moção de repúdio contra a fraude nos concursos, entre os quais, o que aprovou uma professora, diretora de escola, mesmo sem ser habilitada.
Foi assim que a nobre parlamentar ficou eufórica em aprovar uma moção de congratulações ao Departamento de Trânsito da Prefeitura pela suposta redução no número de acidentes em Tupã, cujos números apontam: redução no número de acidentes e ao mesmo tempo, aumento significativo no número de mortes. 350% a mais. 9 pessoas perderam a vida no trânsito de Tupã em 2011.
Ora, se isso saiu no jornal e ela se interessou, as denúncias de fraude saíram na rede mundial de computadores (blog), então é justo que ela, bem informada pela assessoria, não vai deixar de justificar e dizer a que veio para o Legislativo tupãense.
Apesar da brincadeira da parlamentar, o assunto é sério e merece na verdade, uma investigação do Ministério Público. Após denúncia feita pelo blog, a secretária da Educação Carla Ortega Brandão mexeu o jogo no tabuleiro. Removeu supostas diretoras e nomeou outras, entre as quais, a irmã da ex-primeira dama do estado, Deuzeni Goldman. Viviane Ciaramicoli Trisoglio, enfim assumiu como diretora de escola municipal.
Apesar de ter passado em concurso público, foi preterida pela secretária Carla Ortega e o caso repercutiu no Palácio dos Bandeirantes. Durante a semana, surgiram boatos que ela teria sido nomeada por conta de uma eventual indicação do ex-governador, Alberto Goldman, como secretário de estado, mas a informação não procedia.
Aliás, nem mesmo quando Goldman era governador, Waldemir Gonçalves Lopes, cedeu às investidas de sua comandada. Na verdade, o que o fez temer às vésperas de mais uma eleição foi matéria publicada aqui, denunciando mais uma fraude em concurso público, beneficiando malfeitores da administração e pessoas a serviços pessoais e não de interesse público.
Apesar das alterações e nomeações feitas, algumas perguntas precisam ser respondidas. Esses questionamentos também devem ser feitos pela vereadora Lucilia Donadelli e seus nobres pares: quando houve a criação desses novos cargos de diretoras (nas escolas Nossa Senhora de Fátima e Sonia Jerônimo)? São automáticos, dependendo do número de alunos?
A criação desses cargos, foi por decreto? Se os cargos já existiam, como a secretária Carla Ortega afirmou em juízo, por que só agora foram preenchidos? Qual é a época para acontecer remoções de diretoras?
Existem critérios para isso, ou são à revelia? Não haveria necessidade da contagem de pontos e a remoção não deveria ser aberta a novos interessados. Da forma como tudo foi feito, a impressão que dá é que tudo acontece como quer a secretária da Educação Carla Ortega.
Aliás, esse procedimento contraria a própria ex-professora que lutava pela categoria e se juntava à CUT e sindicalistas no início da administração de Waldemir e gritava: “pelego” se referindo ao prefeito Waldemir.
Durou pouco a reivindicação da “professorinha” e agora, se tornou uma pelega remunerada. Capaz de fazer e refazer o que preciso for para manter a aparência de legal, uma ilegalidade com indícios de crime.
Crime organizado e arquitetado para se beneficiar tal qual acusava num passado recente o prefeito. Mas, a cartilha “Caminho Suave” da escolinha do professor Waldemir, ensina o “b” a “bá” direitinho para quem tem vontade de aprender o “mal feito”, como diz Dilma Rousseff.
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