Blefe: temendo segunda derrota, prefeito de Tupã retira criação de cargo para tesoureiro do PSDB
O prefeito de Tupã, Waldemir Gonçalves Lopes (PSDB) não tinha carta nenhuma na manga do Coringa e blefou, na tentativa de colocar em menos de uma semana, por duas vezes, o projeto de resolução que criava cargo para o tesoureiro do PSDB. Ele foi desclassificado do “concurso” sob suspeita de fraude, por um detalhe subjetivo. Aprova oral. Nesse quesito, o índice de classificação dos apadrinhados do PSDB é fantástico.
Apesar desse desempenho, a charada é facilmente desvendada diante das pistas que os vilões do povo deixam: no concurso para Analista de Projetos de Tecnologia da Informação, os três (3) primeiros colocados são ligados ao PSDB. Obtiveram notas apertadíssimas, o que demonstra o grau de alto desempenho e competitividade que tiveram. Nem tanto assim, o desempenho mesmo para critério de desempate foi o apadrinhamento.
O secretário de Governo, Adriano Rigoldi, colocado na campanha de Waldemir pelo engenheiro Luiz Antonio Feliciano, o preteriu e “passou” no concurso o filho do desafeto do ex-padrinho, Airton Pellin, vice-presidente do PSDB.
A professora que comandou o protesto contra Waldemir Gonçalves Lopes, em 2005, Carla Ortega Brandão, como presidente da Comissão do concurso, emplacou outro na frente do arquiteto da candidatura Waldemir a sucessão de Manoel Gaspar, o próprio sobrinho e, o sobrinho, sobrou; mas o professor garantiu que ele seria encaixado, num cargo que seria criado com aprovação do Legislativo. Não deu certo.
A Câmara, através dos votos contrários de Valdemar Manzano Moreno (PDT), Antonio Alves de Sousa, “Ribeirão” (PP) e Luis Carlos Sanches (PTB) rejeitou a proposta que efetivamente iria garantir ao tesoureiro do PSDB, Igor Gouveia o cargo prometido politicamente para abrigá-lo no ninho tucano.
A proposta incluia criar na estrutura interna da Diretoria de Área de Digitalização e Gerenciamento de Documentos Eletrônicos da Secretaria da Administração, um (1) cargo de provimento efetivo, grau 13, de Analista de Projetos de Tecnologia da Informação, lotado na Secretaria comandada por Wilian Manfré.
O prefeito ainda insistiu e demonstrava ter carta na manga, mas com a publicação do blog sobre a intenção dos vereadores de manterem o voto contrário, Waldemir demonstrou que a carta que tinha na manga não passava de um blefe. Depois de pressionar os vereadores para aprovar o cargo, recuou e deixou para trás rastro fácil de “matar” a charada. Vai aguardar o fim do recesso, quando as sessões ordinárias voltam acontecer todas as segundas-feiras.
Nas segundas-feiras, Waldemir promete voltar e vai colocar em cena outro personagem além do Coringa e o Charada? Quem vai “matar” a charada? O bobo da corte?
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