Mesa da Câmara de Tupã arquiva pedido de investigação
Advogados foram decisivos para impedir o recebimento da denúncia, que poderia resultar no afastamento e cassação do presidente da Câmara
O presidente da Câmara Municipal de Tupã (SP), Marcos Rogério Gasparetto (PSD) não precisou atuar na articulação para barrar o pedido de investigação protocolado na sexta-feira (29), pela presidente da Associação Brasileira de Autismo e Deficiência Intelectual – ABADI, Carina Ribeiro Franco.
A representação acusa quebra de decoro parlamentar com pedido de cassação de mandato e afastamento cautelar imediato do cargo de presidente.
Mesmo impedido de presidir a sessão desta segunda-feira (1), por força do Regimento Interno da Câmara, Gasparetto esteve representado na mesa diretora pelos dois colegas de bancada – Antônio Brito (Republicanos) e Eduardo Akira Edamitsu, o “Shigueru” (PL).
Como primeiro secretário da mesa diretora do Legislativo, coube a Brito presidir a sessão, que contou com Shigueru como primeiro secretário e segunda secretária Cláudia Aparecida da Silva, a “Claudinha do Povo” (Progressistas), pela ausência e sob atestado do titular – Antônio Alves de Sousa, o “Ribeirão” (Progressistas).
BORSARI & MANFRÉ
Decisivos para determinar o arquivamento do processo, sem nenhuma explicação para a população foram os advogados Eliseu Borsari e Willian Manfré, que compõem o departamento jurídico da Câmara. Atuaram como “legisladores em causa própria”.
Os dois profissionais são do escritório “Borsari & Manfré” que também atua na defesa pessoal de Gaspareto, inclusive, em um dos processos em que o parlamentar foi acusado de praticar agiotagem dentro da Casa de Leis.
Além disso, Borsari presta serviços à APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, entidade que o presidente da Câmara já presidiu, e atua como conselheiro fiscal.
De acordo com o pedido de investigação de quebra de decoro parlamentar, os casos de agiotagem e o de se locupletar da condição de agente político – intermediador de recursos públicos para a APAE e de se beneficiar em seus negócios particulares e de seu clã – foram o “gatilho” da representação feita pela cidadã. A denúncia está sob investigação em inquérito policial a pedido do Ministério Público.
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