“Vitinho” na expectativa de assumir uma cadeira na Câmara de Tupã
Brito poderá presidir a próxima sessão do Legislativo
Com 508 votos, nas eleições de 2024, o jovem Vitor Damasceno, o “Vitinho” (PSD), fica na expectativa de assumir uma cadeira no Legislativo de Tupã (SP), a partir desta segunda-feira (1). É que o primeiro suplente do partido, Marcos Antônio Barbosa, o “Borracha”, com 565 votos, já antecipou sua decisão: “Eu não quero”!
A especulação sobre os rumos no Legislativo tupãense teve início a partir do protocolo do pedido de impeachment do presidente da Câmara, Marcos Rogério Gasparetto (PSD) – o primeiro mais votado da sigla com 985 votos.
A solicitação foi protocolada na sexta-feira (29), pela presidente da Associação Brasileira de Autismo e Deficiência Intelectual – ABADI, Carina Ribeiro Franco. “Representação por quebra de decoro parlamentar com pedido de cassação de mandato e afastamento cautelar imediato do cargo de presidente”, diz o texto.
SESSÃO
O documento deverá ser lido na sessão desta segunda-feira (1) e colocado em votação pela admissibilidade ou não da denúncia. Como a denúncia envolve o presidente da mesa, ele poderá ficar impedido de participar das votações relacionadas ao recebimento da denúncia ou o seu eventual afastamento.
Nesta situação, a sessão deverá ser conduzida pelo primeiro-secretário – Antônio Brito (Republicanos). O quórum para recebimento da denúncia e para a deliberação sobre o afastamento é de maioria simples, ou seja, maioria dos vereadores aptos a votar. Assim, como a Câmara é composta de 15 vereadores, se o presidente estiver impedido de votar, restarão 14 parlamentares, logo, a maioria simples corresponde a 8 votos favoráveis.
É importante ressaltar que o recebimento da denúncia e a deliberação sobre o afastamento exigem votações separadas e tendem a ser nominais, com o registro individual do voto de cada vereador. Já para a cassação de mandato, exige-se o voto favorável de dois terços – o que corresponde a 10 votos.
BANCADAS
São duas as bancadas na Câmara de Tupã, mas não há definição sobre oposição ou situação. Atualmente há um vereador que se diz independente – Israel Velloso da Silva Neto, o “Tutu” (PSD) e Ueligton Henrique Ignovesky Hanamoto (PSD) que teria a intenção de fazer parte da Bancada dos “Dez”, mas ainda não teria efetivado sua entrada.
Desta forma, Gasparetto faz parte da bancada a qual integram os seguintes vereadores: Eduardo Akira Edamitsu, o “Shigueru” (PL), Brito e Silas Ferrão (Republicanos).
A bancada dos “Dez” tem nove: Antônio Alves de Souza, o “Ribeirão” (Progressistas), Cláudia Aparecida da Silva, a “Claudinha do Povo” (Republicanos), Augusto Fresneda Torres, o “Ninha” (PSD), André Gustavo Zanoni Braga de Castro, o “Pena” (Novo), Charles dos Passos Sanches (PL), Pastor Eliézer de Carvalho (PL), Élique Sandalo (PL), Joselaine Pio Rocha, a “Josi da Saúde” e Renato Fresneda Delmori, o “Renatinho da Garagem” (novo).
AFASTAMENTO
Independente das bancadas e de quem é situação ou oposição, se o presidente Marcos Gasparetto for afastado é necessária a eleição de um novo presidente para completar o restante do biênio. Trata-se de uma situação que altera significativamente toda a articulação política no âmbito do Poder Legislativo, com reflexos e impactos também na relação com o Poder Executivo.

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