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Delegado da PF que investigou em Tupã o “Caso Natália” é alvo de operação contra corrupção e vazamento de informações sigilosas

Delegado da PF que investigou em Tupã o “Caso Natália” é alvo de operação contra corrupção e vazamento de informações sigilosas

José Navas Júnior é investigado em suposto esquema de corrupção em troca de informações sobre investigações policiais. Navas comandou as investigações do “Caso Natália” em Tupã, envolvendo supostos desvios de recursos da Lei Aldir Blanc.

PF-MARILIA-3 Delegado da PF que investigou em Tupã o "Caso Natália" é alvo de operação contra corrupção e vazamento de informações sigilosas
Foto: Polícia Federal/Divulgação

O delegado da Polícia Federal, José Navas Júnior, alvo da Operação Sinon contra corrupção e venda de informações sigilosas sobre investigações policiais, trabalha há 22 anos na corporação e é especialista em segurança de dados digitais.

Atuando em Marília, Navas chegou a representar o país em um treinamento internacional sobre cibersegurança em 2016, realizado na Holanda. Além disso, o delegado tem vários certificados de cursos realizados nesta área de combate ao vazamento de dados e crimes digitais e também realizava palestras sobre o tema.

As investigações apontam que, desde 2023, o delegado teria utilizado sua função e o acesso a sistemas corporativos da instituição para realizar consultas direcionadas a pessoas e a procedimentos sob investigação. As informações obtidas seriam posteriormente repassadas a investigados, possibilitando a adoção de medidas destinadas a dificultar ou frustrar as diligências policiais.

No âmbito da operação, foram determinadas ainda medidas cautelares diversas da prisão, incluindo a suspensão do exercício da função pública, a proibição de acesso às dependências, aos sistemas e aos recursos tecnológicos da Polícia Federal.

A operação busca cumprir oito mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Dois empresários e advogados, que atuariam como intermediários dos pagamentos, também são alvo da operação dos federais.

Também foram determinadas medidas de bloqueio e sequestro de bens. As ordens foram autorizadas pela 1ª Vara Federal da Justiça Federal em Marília (SP).

Corrupção e vazamento de informações

Os fatos investigados envolvem, em tese, os crimes de violação de sigilo funcional, corrupção passiva e ativa, associação criminosa e embaraço à investigação de organização criminosa.

Ainda de acordo com as investigações, as informações obtidas pelo delegado alvo da operação seriam posteriormente repassadas a investigados, possibilitando a adoção de medidas destinadas a dificultar ou frustrar as ações policiais.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar todos os envolvidos, de esclarecer a origem e a destinação dos recursos movimentados e de dimensionar os danos provocados às investigações policiais afetadas.

Fonte: JN, Comunicação Social da Polícia Federal e g1 Bauru/Marília

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Jota Neves é um radialista e jornalista investigativo com mais de 35 anos de atuação, referência em comunicação no interior paulista, reconhecido pelo compromisso com a verdade, o combate à corrupção e reportagens de impacto sobre a sociedade.

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