Declaração em Cartório apontou nomes de favorecidos no concurso da Prefeitura de Tupã
A declaração em Cartório Oficial de Registro de Títulos e Documentos da Comarca de Tupã (SP), feita em 29 de setembro de 2011 , três dias antes do concurso público ser realizado pela Prefeitura, apontava que o processo poderia beneficiar secretários municipais, entre os quais, Adriano Rogério Rigoldi (Governo), entre outros filiados e simpatizantes do PSDB.
Também que o “concurso público” que atraiu cerca de 1.300 pessoas teria caráter “fechado” com a intenção de efetivar em cargos públicos agentes políticos e outras com estreita relação com a administração de Waldemir Gonçalves Lopes (PSDB).
O concurso foi executado por uma empresa de Indaiatuba chamada Equipe Consultoria e Assessoria que já havia realizado concurso para a Prefeitura de Tupã, em 2009.
Também organizou os concursos para diretor de escola que contemplaram as secretárias Carla Ortega Brandão (Educação) e Aracelis Gois Morales Rigoldi (Cultura e Turismo).
Os concursos anteriores foram um sucesso. A sincronia estabelecida levou até a secretária Carla Ortega a presidir a Comissão desse último concurso, que além de poder beneficiar Adriano Rigoldi e o também secretário de Meio Ambiente Eliseu Borsari Neto, foi generosa com integrantes do segundo escalão.
Na declaração feita pelo Blog registrada e averbada em Cartório sob nº R.23.504.-LV.B-36-FL. 185Vº também aparecem os nomes de outros possíveis felizardos: Igor Alexandre Roque Gouvêa (analista de projetos de T.I.) e Josilaine Cristina Pio (enfermeira).
Concursos anteriores também tiveram um acompanhamento muito de perto do braço direito do Waldemir. Adriano Rigoldi apontava sem nenhum escrúpulo quem deveria ser beneficiado. Depois de “aprovados”, qualquer indicio de prova deveria ser desfeito.
Pessoas que já fizeram parte da administração e tivessem a garantia do sigilo, poderiam revelar com segurança a tramóia que se estabeleceu para assegurar o emprego de agentes públicos, ocupantes de cargos de confiança.
A Represa Sete de Setembro e até o incinerador de um hospital teriam sido locais de desova de documentos comprometedores. Eram destruídos, depois de manipulados. O provedor da Santa Casa negou que a fornalha do hospital tivesse sido usada para essa finalidade.
Segundo Claudinês Luchi Arroyo há mais de cinco anos, o hospital desativou o incinerador, mas, até 2005, a Santa Casa ainda tinha como provedor José Carlos Corbari. A desativação do incinerador foi para impedir que restos de cirurgia fossem destruídos no local.
Agora, com a coleta de resíduos hospitalares, o material é incinerado fora do município. Mas, nada pode garantir que em algum momento, tenha acontecido a destruição de documentos da prefeitura de Tupã sobre os concursos públicos.
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